Saiba quais músicos tentam proibir Trump de usar suas canções em eventos políticos

Artistas contrários ao presidente fazem críticas ao uso de suas músicas na campanha eleitoral dele

São Paulo

Além de polêmicas na política, o presidente americano, Donald Trump, já causou diversas discussões no mundo artístico e do entretenimento. Assim como é comum algumas celebridades expressarem apoio, há também aquelas que frequentemente fazem críticas a falas e atitudes do político.

Agora, que as eleições presidenciais americanas se aproximam e Trump tem chances de voltar à Casa Branca para um segundo mandato, alguns músicos do país exigem veementemente que Trump não use suas músicas para fins políticos.

No início de agosto, o artista canadense Neil Young, de 74 anos, processou Trump, sob a justificativa de que o presidente —e também candidato— usou as músicas "Rockin' in the Free World" e "Devil's Sidewalk" num comício de campanha em Tulsa, no estado americano de Oklahoma, sem nenhuma autorização.

O músico publicou ainda um documento que busca impedir Trump de usar suas músicas em eventos deste gênero e tenta impor multas de até US$ 150 mil dólares, o equivalente a R$ 799 mil, à campanha. O texto afirma que a plataforma eleitoral do político é "divisiva, não americana, de ignorância e ódio". A ação ainda será julgada.

Essa não é a primeira vez em que Young entra em conflito com o candidato. Em 2015, o músico já havia criticado Trump por usar suas composições em eventos eleitorais, apesar de Trump afirmar que é um de seus fãs.

Mas Young não é o único artista a se incomodar com a possibilidade de ser vinculado a Trump. Veja a seguir alguns deles.

Adele

Os sucessos "Rolling in the Deep" e "Skyfall", da britânica Adele, foram usados pelo então candidato ​do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos no ano de 2015. Adele, no entanto, criticou a postura de Trump e expressou apoio à adversária Hillary Clinton.

George Harrison

Os responsáveis pelos direitos autorais do ex-Beatle George Harrison (1943-2001) criticaram Trump em 2016, após ele usar a canção "Here Comes the Sun", dos Beatles, na convenção nacional republicana daquele ano. "O uso não autorizado de #HereComestheSun no #RNCinCLE é ofensivo e contra as vontades da propriedade de George Harrison", protestaram pela conta oficial do artista Twitter.

Pharrell Williams

Poucas horas após ocorrer um massacre antissemita numa sinagoga em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, em 2018, o presidente americano tocou a música "Happy", de Pharrell Williams, num comício. O advogado do músico, Howard King, enviou então uma carta ordenando que Donald Trump parasse de executar o maior sucesso de Williams em seus eventos.

"Pharrell não lhe concedeu permissão para realizar publicamente, transmitir ou divulgar qualquer de suas músicas", diz o texto. "No dia do assassinato em massa de 11 seres humanos pelas mãos de um 'nacionalista' perturbado, você tocou a canção 'Happy' para uma multidão num evento político em Indiana. Não houve nada 'feliz' sobre a tragédia ocorrida em nosso país no sábado e nenhuma permissão foi concedida para o uso desta canção para este propósito."

Michael Stipe ​

”Não use a nossa música ou a minha voz para a sua campanha idiota", disse Michael Stipe, líder do R.E.M., em 2015, no Twitter. Mais tarde, a banda lançou “World Leader Pretend", que tem uma letra crítica a Trump.

The Rolling Stones

Os músicos da banda de rock The Rolling Stones também já exigiram que Trump parasse de tocar suas canções. Apesar de terem realizado o pedido em 2016, os Stones repetiram o ato em 2020, após o político continuar usando as músicas em eventos políticos. Agora, eles protocolaram uma ação.

“A BMI notificou a campanha de Trump em nome dos Stones que o uso não autorizado de suas músicas constituirá uma violação de seu contrato de licença. Se Donald Trump desconsiderar isso e persistir, ele enfrentará um processo por quebrar o embargo e tocar música que não foi licenciada", diz o documento.

Rihanna ​

O presidente americano executou o sucesso "Please Don't Stop the Music", de Rihanna, durante um comício em Chattanooga, no estado do Tennessee, da candidata ao Senado americano Marsha Blackburn, em 2018.

A cantora, que já havia apoiado publicamente o então candidato democrata Andrew Gillum para o cargo de governador do estado da Flórida, criticou Trump no Twitter e disse que ela e seu público jamais estariam perto de "um desses trágicos comícios".

Ozzy Osbourne

Após Donald Trump compartilhar um vídeo no Twitter que critica os democratas e tem "Crazy Train" como trilha sonora, em 2018, Ozzy Osbourne, vocalista da banda, disse que a música não poderia ser usada para nenhum meio sem aprovações e repreendeu o presidente.

Axl Rose ​

Axl Rose, vocalista da banda de rock Guns N 'Roses, fez um tuíte em 2018 dizendo que a campanha de Trump estava usando brechas nas licenças autorais para "fins políticos covardes, sem o consentimento dos compositores".

Erramos: o texto foi alterado

Uma versão anterior deste texto afirmava erroneamente que o músico George Harrison criticou o presidente americano Donald Trump no Twitter, mas a crítica partiu de responsáveis por direitos autorais do artista. O texto foi corrigido.

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