Nos 80 anos de Roberto Carlos, conheça suas 80 melhores canções

Sucessos vão do romantismo ingênuo de 'Aquele Beijo que Te Dei' ao hit das senhoras carolas 'Nossa Senhora'

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

São Paulo

Roberto Carlos completa 80 anos nesta segunda-feira, dia 19. Com poucos lançamentos nos últimos anos, o último álbum de inéditas do rei é de 2005. Depois disso, ele lançou apenas dois EPs, com quatro músicas cada um, puxados pelos hits “Esse Cara Sou Eu”, em 2012, e “Sereia”, em 2017.

Em entrevista ele diz que mesmo agora octogenário ele é o mesmo de sempre. "Chegar aos 80 anos não me assusta porque isso vem acontecendo gradativamente. O importante é que eu me sinto bem e me sinto com menos idade do que a que tenho. Sou um cara com muitos sonhos aos 80 anos", afirma.

Entre os sucessos estão "É Preciso Saber Viver", sua música mais tocada, "Splish Splash", que usou fórmula do que viria a ser a jovem guarda, "Aquele Beijo que Te Dei", música com romantismo ingênuo e o hit adorado pelas senhoras carolas "Nossa Senhora".

A seguir, saiba quais são as suas 80 melhores canções.

1963

'Parei na Contramão'
Troca da bossa nova pelo rock

'Splish Splash'
Fórmula do que seria a jovem guarda


1964 

‘É Proibido Fumar’
Letra direta em arranjo meio latino

‘O Calhambeque’
Carros, paqueras e humor


1965

‘Aquele Beijo que Te Dei’
Romantismo ingênuo

‘Escreva uma Carta, Meu Amor’
A voz aveludada para canções de amor

‘História de um Homem Mau’
Parece um rap precoce

‘Lobo Mau’
Versão do hit do rock ‘The Wanderer’

‘Mexericos da Candinha’
Brincadeira com colunista de fofocas

‘Não É Papo pra Mim’
O solteirão que foge de compromissos

‘Pega Ladrão’
Surf rock com letra engraçada

‘Quero que Vá Tudo pro Inferno’
O namorador compulsivo busca redenção no amor

‘Os Sete Cabeludos’
Surf rock de guitarras nervosas


1966 

‘É Papo Firme’
O suburbano deslumbrado com a menina moderninha

‘Eu Te Darei o Céu’
Promessa romântica

‘Namoradinha de um Amigo Meu’
Cobiçar a mulher do outro foi ousadia

‘Nossa Canção’
Ponto mais triste do repertório

‘Querem Acabar Comigo’
Fala da briga com Erasmo


1967 

‘Como É Grande o Meu Amor por Você’
Declaração de amor grandiosa

‘De que Vale Tudo Isso’
A revolta do homem abandonado

‘Eu Sou Terrível’
De novo o conquistador

‘Por Isso Corro Demais’
Volta a fixação pelos carros

‘Quando’
Música de dor de corno

‘Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim’
Canção de espírito juvenil

‘Você Deixou Alguém a Esperar’
Batida do pop inglês

‘Você Não Serve pra Mim’
O desprezo pela ex


1968 

‘As Canções que Você Fez pra Mim’
Uma das mais regravadas do Rei

‘Ciúme de Você’
De Luiz Ayrão, com pegada de soul

‘Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo’
Influenciado pela música negra americana

‘Se Você Pensa’
Inspirada pelo funk e pelo soul americanos


1969

‘As Curvas da Estrada de Santos’
Música mais do Erasmo que do Roberto

‘As Flores do Jardim da Nossa Casa’
Tem o amor maduro como tema

‘Sua Estupidez’
Letra ousada para a época


1970 

‘Jesus Cristo’
A primeira religiosa e para muitos a melhor no filão

‘Vista a Roupa, Meu Bem’
Perfeita na radiografia do machismo


1971 

‘Amada Amante’
Clássico romântico

‘Como Dois e Dois’
Entre blues e balada, Roberto rouba a canção de Caetano Veloso

‘Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos’
Canção para Caetano, então no exílio

‘Detalhes’
Imagética e recorda um amor do passado

‘Todos Estão Surdos’
Quase um hino religioso, com batida funk, forte nos EUA


1972 

‘Como Vai Você’
Amor derramado em canção. Composta por Antônio Marcos e Mário Marcos

‘O Divã’
O momento mais depressivo

‘A Montanha’
Segue a linha de ‘Jesus Cristo’

‘Quando as Crianças Saírem de Férias'
A maturidade de um casal, que reclama da falta de privacidade em casa


1973 

‘Proposta’
Troca as promessas ingênuas por uma letra sensual

‘O Show Já Terminou’
Uma letra metafórica


1974 

‘É Preciso Saber Viver’
Livros de autoajuda poderiam ser sintetizados nesse verso

‘Eu Quero Apenas’
Roberto quer ter 1 milhão de amigos

‘O Portão’
Trilha do inesquecível comercial de cigarro


1975 

‘Além do Horizonte’
O sonho de um mundo melhor

‘Olha’
Bela declaração de amor


1976 

‘Ilegal, Imoral ou Engorda’
Momento raro e empolgante de crítica social

‘O Progresso’
Primeira incursão na defesa da ecologia

‘Os Seus Botões’
Mais tocada nas rádios naquele ano


1977 

‘Amigo’
Virou a música oficial de reencontros

‘Cavalgada’
A música de motel definitiva

‘Falando Sério’
Um Roberto maduro, querendo relacionamento longo

‘Jovens Tardes de Domingo’
Homenagem à turma do ‘Jovem Guarda’

‘Outra Vez’
Bela e triste

‘Sinto Muito, Minha Amiga’
Sobre final de relação


1978 

‘Café da Manhã’
Roberto sendo Roberto

‘Força Estranha’
Retribuição de Caetano para ‘Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos’

‘Lady Laura’
Mãe é mãe


1979 

‘Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo’
Tributo ao pai

‘Na Paz do Seu Sorriso’
Romântica singela e solar


1980 

‘Amante à Moda Antiga’
Ainda chama de querida a namorada

‘A Guerra dos Meninos’
Canção pacifista


1981 

‘As Baleias’
Manifesto ecológico

‘Cama e Mesa’
Mistura de trilha de motel e canção de referências visuais

‘Emoções’
Cartão de visitas de Roberto


1982 

‘Fera Ferida’
A melhor de sofrência

‘Meus Amores da Televisão’
Declaração de amor à TV


1983 

‘O Côncavo e o Convexo’
Abusa das metáforas sexuais


1984 

‘O Caminhoneiro’
O motorista de caminhão como herói

‘Eu e Ela’
Volta às canções de amor


1985 

‘Verde e Amarelo’
Canção ufanista


1992 

‘Mulher Pequena’
Homenagem às baixinhas


1993 

‘Coisa Bonita’
Ode às gordinhas

‘Nossa Senhora’
Agrada senhoras carolas


2012 

‘Esse Cara Sou Eu’
Lançada em EP digital, para se adaptar ao mercado fonográfico

Erramos: o texto foi alterado

As canções "Aquele Beijo que te Dei', “Escreva uma Carta, Meu Amor”, “História de um Homem Mau”, “Lobo Mau”, “Mexericos da Candinha”, “Não É Papo pra Mim”, “Pega Ladrão”, “Quero que Vá Tudo pro Inferno” e “Os Sete Cabeludos” são de 1965, e não de 1964, como afirmava versão anterior deste texto. São de 1969, e não de 1968, "As Curvas da Estrada de Santos", "As Flores do Jardim da Nossa Casa" e "Sua Estupidez". Já a composição "O Show Já Terminou" é de 1973, e não de 1968​.​ As datas foram corrigidas.
 

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.