Morte de Paulo Gustavo amplia ódio a Bolsonaro nas redes sociais, diz estudo

Percentual de posts negativos contra o presidente no Twitter aumenta quase 35% entre quem cita o ator

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São Paulo

As pessoas que mencionam Paulo Gustavo no Twitter ficaram bem mais raivosas em relação ao governo Bolsonaro depois da morte do ator. Antes da morte, em 4 de maio, estes perfis faziam postagens contra o presidente numa taxa média de 51,7%; após, a média passou para quase 70%.

Os dados são de um levantamento da consultoria em redes sociais Quaest.

“Chama a atenção que um fenômeno pop como Paulo Gustavo tenha causado uma influência no sentimento político da sociedade, um efeito significativo. Isso é típico dessa era, em que mais do que conteúdo as pessoas estão atrás de entretenimento”, diz Felipe Nunes, diretor da Quaest e autor do estudo.

Segundo Nunes, a sociedade vive hoje a era da política pop. “Ninguém para para assistir uma conversa civilizada entre duas lideranças. As pessoas param para assistir à lacração, à mitagem.”

O pico do sentimento de raiva foi em 5 de maio, dia seguinte à morte do comediante por Covid-19, no Rio de Janeiro, quando quase 75% das postagens sobre Bolsonaro tinham tom negativo nos 1,3 milhão de perfis que citaram Paulo Gustavo. O total de menções ao ator no Twitter, naquele dia, foi de cerca de 8,6 milhões.

O estudo foi feito entre 1º de março e 10 de maio. Após identificar todas as menções a Paulo Gustavo no Twitter, o cientista capturou todas as postagens de perfis que citaram o ator neste intervalo de tempo. Em seguida, separou os tuítes sobre Bolsonaro e excluiu os demais.

Depois, classificou estas postagens em positivas e negativas para ter o resultado.

Após a morte do ator, aos 42 anos e no auge da carreira, uma série de manifestações nas redes sociais afirmavam que sua partida poderia ter sido evitada, pois ele morreu de uma doença para a qual já existe vacina.

Estas postagens geralmente vinham acompanhadas de críticas à política de enfrentamento à Covid por parte do governo federal, citando a lentidão da vacinação —ainda não há previsão para que a faixa etária do ator seja imunizada no Brasil.

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