Banco Inter espera ser o sexto maior banco em número de contas até final do ano

Instituição vendeu parte de corretora de seguros para Wiz

Tássia Kastner
São Paulo

O Banco Inter espera fechar o ano como o sexto maior banco brasileiro em número de contas-correntes.

Se alcançar a meta, o banco terá ultrapassado o Banrisul, que ocupa atualmente o posto, depois dos cinco grandes do país.

O banco fechou o primeiro trimestre com 2 milhões de clientes e está atualmente em cerca de 2,2 milhões, afirma o presidente do Inter, João Vitor Menin.

O Banrisul estaria em 2,7 milhões de correntistas atualmente.

Na noite de quarta-feira, o Inter anunciou a venda de 40% da corretora de seguros para a Wiz, uma corretora há mais de 40 anos no mercado, em operação de R$ 114 milhões.

Haverá um pagamento de R$ 45 milhões à vista e o restante em quatro parcelas.

O Banco Inter espera fechar o ano como o sexto maior banco brasileiro em número de contas-correntes. Se alcançar a meta, terá ultrapassado o Banrisul, que ocupa atualmente o posto, depois dos cinco grandes do país. - Folhapress

Segundo Menin, com a operação o Inter terá o conhecimento de distribuição de seguros da nova sócia.

“Do lado do banco, a partir de hoje começa a ter para valer seguridade no Banco Inter”, afirmou o presidente.

Atualmente, 27 mil clientes do Banco Inter têm algum seguro contratado, sendo o mais importante o seguro de cartão de crédito.

Atualmente, atua também em seguro de carro, renda, residencial e aparelhos eletrônicos.

O Inter espera, com a parceria, ampliar a oferta de produtos e serviços e se tornar um banco completo.

É uma forma de incrementar a receita com clientes e diferencia o Inter das fintechs, que começam agora a ampliar o leque de serviços para além de um único produto.

Com a sociedade, a instituição financeira também espera elevar o número de pessoas que contratam seguros por canais digitais.

Segundo pesquisa de tecnologia bancária divulgada pela Febraban (federação que reúne grandes bancos), apenas 4% das compras de seguros é feita por canais digitais.

“O que a gente pode falar é que 4% dos clientes estão tentando e conseguindo comprar um seguro. Ele não está sendo vendido pelos bancos”, afirma Alexandre Riccio de Oliveira, vice-presidente e diretor financeiro do Banco Inter.

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