Merkel é vista tremendo pela terceira vez e diz: 'Não se preocupem comigo'

Líder alemã, de 64 anos, enfrenta questionamentos sobre sua saúde

Berlim | Reuters

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi vista tremendo em público pela terceira vez em menos de um mês.

O tremor ocorreu durante visita do primeiro-ministro da Finlândia, Antti Rinne, nesta quarta-feira (10), enquanto ambos assistiam às honras militares que eram prestadas durante a visita.

Após o tremor, a visita seguiu normalmente, segundo o porta-voz do governo.

Mais tarde, em entrevista coletiva, Merkel falou que está bem. "Estou convencida de que estou apta a trabalhar. Estou resolvendo o que aconteceu. Esse processo claramente não está finalizado, mas há progresso e eu terei de viver com isso por um tempo. Mas eu estou muito bem, e vocês não precisam se preocupar comigo", disse. 

Em pouco mais de uma semana, Merkel foi vista duas vezes tremendo incontrolavelmente em público. Na primeira, em 18 de junho, estava sob um sol escaldante em Berlim, com temperatura superior a 30 °C, na cerimônia de boas-vindas ao presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski.

Merkel, 64, voltou a tremer em 27 de junho. Desta vez, por dois minutos, em um espaço fechado com ar-condicionado, na apresentação da nova ministra da Justiça. Segundo um interlocutor do governo, o episódio foi uma “reação psicológica” ao primeiro tremor. 

Finnish Prime Minister Rinne meets Merkel
A chanceler Angela Merkel sofre tremor ao lado do premiê da Finlândia, Antti Rinne, em Berlim - Michael Kappeler/dpa / AFP

Após estes casos, jornais alemães lembraram que Merkel já havia sofrido tremores em viagem ao México em 2017, mas destacando que a temperatura superava 30 °C. Poucos especularam sobre o estado emocional da chanceler, cuja mãe morreu em abril. 

Líderes de governos alemães têm histórico de esconder enfermidades. Willy Brandt tinha depressão. Seu sucessor, Helmut Schmidt, descreveu sofrer dezenas de desmaios, mas isso só se tornou público com eles já fora do cargo.

Merkel está no comando da Alemanha desde 2005 e anunciou em dezembro que não disputará um novo mandato. O atual vai até 2021. Nos últimos meses, ela deu vários passos para alçar pessoas de sua confiança a cargos importantes, como o comando da União Europeia. 

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