Ataque suicida em mesquita no Paquistão deixa ao menos 15 mortos

Estado Islâmico diz que mirou seminário talibã; ataque é o segundo em uma semana

Quetta | Reuters

Ao menos 15 pessoas morreram após um ataque suicida a bomba em uma mesquita em Quetta, no Paquistão, na noite de sexta-feira (10). 

O local estava cheio por causa das preces noturnas. Treze pessoas morreram na hora e outras 20 ficaram feridas. Na madrugada deste sábado (11), outras duas vítimas morreram no hospital e seis continuam internadas em estado crítico, disse o ministro do interior Zia Langove.

policial uniformizado está no meio de uma mesquita. Há escombros após uma explosão. É possível ver janelas com vidros quebrados, manchas que aparentam ser de sangue, fuligem e duas pilastras, uma a cada lado da imagem.
Policial coleta evidências entre os escombros da mesquita, que sofreu ataque a bomba na noite de sexta-feira (10) - Naseer Ahmed/Reuters

A autoria do atentado foi assumida pelo Estado Islâmico, que disse ter como alvo um seminário do Taleban no local. A polícia, porém, não confirmou as informações, já que não reconhece oficialmente a existência do grupo na região.

Mas dois agentes disseram à Reuters, sob anonimato, que o seminário Dar-ul-Aloom Shariah pertence ao Taleban. Em comunicado, o grupo negou que dois de seus membros teriam sido mortos no ataque. 

Rica em gás e minérios, Quetta é a principal cidade da região do Baluquistão, e está no centro de um corredor econômico entre China e Paquistão que tem investimentos de US$ 60 bilhões.

O projeto é parte da iniciativa de expansão econômica chinesa chamada de "iniciativa cinturão e rota".

A violência na província, porém, levantou dúvidas sobre a segurança necessária para o desenvolvimento de projetos de infraestrutura, como uma rede de transmissão de energia entre a porção ocidental da China e o Paquistão.

Este foi o segundo atentado na região em uma semana, e a polícia afirmou que evitou um terceiro após uma ação na cidade de Rawalpindi, que terminou com um suspeito e dois policiais mortos.

Os grupos fundamentalistas na província, incluindo o Estado Islâmico, têm forte presença e são formados por dissidências do Taleban afegão e por outros grupos sectários.

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