Londres e Berlim realizam protestos antirracistas após morte de George Floyd

Atos se juntam à onda de manifestações que ocorrem nos EUA há cinco dias

Londres | Reuters

Centenas de pessos protestaram em Londres e em Berlim neste domingo (31) em solidariedade aos atos nos Estados Unidos que pedem o fim do racismo e da violência policial.

Os protestos começaram após a morte de George Floyd, um homem negro cujo pescoço foi prensado no chão pelo joelho de um policial branco na segunda-feira (25).

Manifestantes protestam contra o racismo perto da embaixada dos EUA em Londres - Daniel Leal-Olivas/AFP

Em Londres, manifestantes ajoelharam na Trafalgar Square, bradaram gritos como "sem justiça, sem paz" e marcharam até a sede do Parlamento e a embaixada dos EUA na cidade.

A polícia londrina disse ter feito cinco prisões, três delas por violação ao "lockdown" imposto para tentar conter a pandemia de coronavírus. As outras duas foram por ataques a agentes de segurança.

Em Berlim, centenas de manifestantes também foram até a embaixada americana, com cartazes com frases como "justiça para George Floyd" e "parem de nos matar".

A morte de Floyd gerou protestos nas últimas cinco noites. Desde quarta-feira, os atos chegaram a pelo menos 75 cidades americanas, segundo o jornal The New York Times. Houve cenas de barbárie, com depredações e abusos policiais em várias delas.

O vídeo no qual Floyd aparece pedindo socorro por mais de dez minutos sem que o agente de segurança o solte se espalhou pela internet e ajudou a explodir a revolta contra mais uma morte de um negro durante uma abordagem policial violenta.

Floyd havia perdido o emprego como segurança em um restaurante por conta das medidas de isolamento social para conter a pandemia do coronavírus.

Nascido em Houston e conhecido pelos amigos como "gigante gentil", foi acusado de assalto a mão armada em 2007 e, em 2009, condenado a cinco anos de cadeia.

Ao deixar a prisão, em 2014, mudou-se para Minneapolis e passou a atuar como segurança. Na última segunda (25), Floyd foi detido sob acusação de tentar fazer uma compra com uma nota falsa de US$ 20.

Chauvin, o policial que o sufocou, foi demitido, indiciado e preso na sexta. Caso condenado, poderá pegar até 25 anos de prisão. Os outros três guardas que participaram da ação, Thomas Lane, Tou Thao e J. Alexander Kueng, também serão indiciados.

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