Descrição de chapéu Eleições EUA 2020

Pequenos protestos marcam terceiro dia de contagem de votos nos EUA

Resultado indefinido levou apoiadores de Trump e Biden às ruas

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Filadélfia (Pensilvânia) | Reuters

Apoiadores do presidente Donald Trump e de seu rival democrata Joe Biden protestaram nesta quinta-feira (5) em estados dos EUA onde a contagem final dos votos pode determinar quem ocupará a Casa Branca pelos próximos quatro anos.

As manifestações foram majoritariamente pequenas e pacíficas.

Os partidários de Biden adotaram o slogan "conte todos os votos", dizendo que uma apuração completa e precisa nos estados ainda em disputa mostraria que o ex-vice-presidente ganhou os 270 votos eleitorais necessários para vencer.

Apoiadores de Trump rebateram com gritos de "proteja o voto" enquanto o presidente foi à Justiça em vários estados para contestar a contagem de alguns tipos de cédulas, como aquelas que chegam pelo correio após o dia da eleição. O republicano também pediu recontagens em algumas ações judiciais.

Ambos os lados realizaram comícios na Filadélfia na quinta, onde os funcionários eleitorais contam milhares de cédulas que poderiam conceder os 20 votos cruciais do Colégio Eleitoral da Pensilvânia a Trump ou Biden.

Apoiadores do presidente agitaram bandeiras e carregaram cartazes dizendo: "A votação para no dia da eleição" e "Desculpe, as urnas foram fechadas" enquanto partidários do democrata ouviam música e dançavam atrás de uma barricada do outro lado da rua.

O Facebook afirmou que tirou do ar um grupo que crescia rapidamente de ativistas pró-Trump em que foram publicadas mensagens com uma retórica violenta pedindo "combatentes no local" para proteger a integridade da eleição.

Em Harrisburg, cerca de cem apoiadores do republicano se reuniram nos degraus do edifício da Assembleia Estadual da Pensilvânia e participaram do ato "Pare o Roubo".

Alguns carregavam cartazes com mensagens pró-Trump, outros bandeiras americanas, e alguns usavam camisetas estampadas com o logotipo que representa a teoria da conspiração conhecida como QAnon.

O deputado federal por Ohio Jim Jordan, um defensor declarado de Trump, disse estar preocupado com as cédulas antecipadas que são recebidas pelas autoridades eleitorais sem um carimbo do correio.

"O governo quer contar cada voto legal, cada cédula legítima", disse Jordan. "Esta é a eleição mais acirrada que já tivemos. Você não quer [contar] cédulas que cheguem após o dia da eleição com um carimbo ilegível."

No início da quinta-feira, um tribunal de apelação estadual decidiu que observadores republicanos poderiam entrar em um prédio na Filadélfia onde os votos estavam sendo contados.

Embora todas as urnas já tenham sido apuradas em Michigan, estado em que vários veículos de notícias projetaram uma vitória de Biden, algumas dezenas de moradores pró-Trump agitaram bandeiras e placas do lado de fora de um centro de contagem em Detroit.

A campanha do presidente pediu uma recontagem em Wisconsin, onde a mídia americana declarou Biden como vencedor por uma margem muito estreita.

Em Washington D.C., uma procissão de carros e bicicletas patrocinados por ativistas de um grupo chamado Shutdown D.C. desfilou lentamente pelas ruas da capital para protestar contra o que chamaram de "um ataque ao processo democrático" por Trump e seus "facilitadores", segundo seu site.

A maioria das manifestações em cidades ao redor do país foram pacíficas e pequenas —às vezes totalizando apenas algumas dezenas de pessoas com placas no centro das cidades— já que o caminho de Biden para a vitória parecia um pouco mais seguro do que o de Trump. Qualquer um dos resultados permanece possível.

A polícia na cidade de Nova York, Denver, Minneapolis e Portland, Oregon, disse ter detido alguns manifestantes, muitas vezes sob a acusação de bloquear o tráfego ou contravenções semelhantes.

Para evitar aglomerações no dia da eleição por causa da pandemia do coronavírus, mais de cem milhões de pessoas votaram de forma antecipada neste ano, um número recorde na história americana.

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