Descrição de chapéu clima

Mundo tem última chance de impedir catástrofe climática, diz secretário ambiental de Biden

John Kerry afirma que atual gestão americana aposta suas fichas na próxima reunião sobre o clima, na Escócia, em novembro

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Bruxelas

Os Estados Unidos vão acelerar a redução das emissões de gás carbônico e negociar compromissos globais para combater a mudança climática, afirmou nesta terça (23) o secretário especial para o Clima do governo de Joe Biden, John Kerry.

Segundo ele, a reunião global sobre o clima COP-26, que acontece em Glasgow (Escócia) em novembro deste ano, será “nossa última melhor chance de entrar no caminho certo e obter resultados” contra mudanças climáticas. Em abril, o presidente americano, Joe Biden, fará uma reunião virtual de líderes preparatória para a COP.

Kerry falou durante o lançamento da campanha global Recover Better Together (Recuperação Melhor Juntos), co-patrocinado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), pela União Europeia e pela Global Citizen, movimento não governamental que tem como meta acabar com a pobreza extrema até 2030.

Rosto de homem, de cabelos curtos.
O secretário especial americano para o Clima, John Kerry, em entrevista na Casa Branca - Kevin Lamarque - 27.jan.2021/Reuters

A nova campanha quer coordenar esforços para que a saída da pandemia seja feita com investimentos que impliquem menos emissões, menos fome, mais educação e menos desigualdade.

Em mais uma manifestação sob o slogan "A América está de volta", lançado pelo presidente Joe Biden, o secretário afirmou que o compromisso americano de zerar suas emissões de gás carbônico até 2050 é firme, e que o país fará esforços extras para atingi-lo.

“Os grandes poluidores temos que reduzir nossas emissões mais rápido do que qualquer outro, em quantidades maiores do que qualquer outro, porque 17 países equivalem a cerca de 85% de todas as emissões do mundo”, disse ele. A gestão Biden quer definir um roteiro de como os grande poluidores acelerariam ações nesta década para segurar o aquecimento global.

O secretário afirmou também que é preciso financiamento para os países poluidores mais pobres, sem o qual eles não conseguirão fazer a transição para energias mais limpas.

Em oposição ao que defendia a gestão do presidente Donald Trump, Kerry ressaltou a necessidade de ações multilaterais para salvar o planeta. Segundo ele, o sucesso dependerá de “contar com as melhores ferramentas no setor público e no privado”.

“Sucesso também significa apoiar comunidades que foram há muito deixadas para trás e criar mais igualdade. Também significa criar milhões de empregos e ter menos poluição, menos câncer, menos problemas pulmonares ou cardíacos."

O secretário americano também voltou a mencionar que considera as mudanças climáticas uma questão de segurança —disse que estava acabando de sair de uma reunião do Conselho de Segurança, na qual defendeu que o tema seja incluído na pauta.

Na Conferência de Segurança de Munique, na semana passada, ele já havia defendido que o aquecimento global é um “multiplicador de ameaças”, que pode "minar a paz e a estabilidade dos países".

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