Descrição de chapéu Coronavírus

Após 'caçada', Reino Unido encontra viajante misterioso com variante brasileira

Teste havia mostrado presença do coronavírus mutante, mas passageiro, que chegou do Brasil em fevereiro, não preenchera cartão de identificação

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Bruxelas

Após uma operação de guerra que durou toda a semana e mobilizou uma equipe de 40 pessoas, o Reino Unido encontrou o viajante desconhecido cujo teste havia revelado infecção pela variante de coronavírus P.1, conhecida como “variante brasileira”.

O governo britânico havia detectado a P.1 no sequenciamento de seis pessoas testadas, mas uma delas não havia preenchido o formulário de identificação. As autoridades de saúde temiam o risco de que essa variante, potencialmente mais contagiosa, pudesse estar sendo espalhada pelo passageiro anônimo.

O governo tinha apenas o código de barras do teste e o dia e horário em que foi processado, em um laboratório em Cambridge.

Mão com luva azul pega objeto de plástico branco em bandeja amarela
Testes de coronavírus usados em escola de Londres - Toby Melville - 5.mar.2021/Reuters

Com base nessa informação, traçaram o caminho inverso das amostras recebidas, descobrindo de que centro ele tinha vindo. Rastreadores começaram com um universo de 10 mil famílias, depois reduzidas a 379, que começaram a ser contatadas uma a uma.

Também divulgou o pedido de que todos os residentes que tivessem feito testes para coronavírus nos dias 12 e 13 de fevereiro procurassem a central de informações.

Na última quarta (3), o viajante atendeu ao pedido e informou seu código de barras, que batia com o do teste até então anônimo.

O viajante, cujo nome não foi divulgado, mora no sul de Londres e voltou do Brasil no mês passado. “A melhor evidência é que ele ficou em casa e não houve contágio de outras pessoas”, afirmou em entrevista nesta sexta o secretário de Saúde, Matt Hancock.

O passageiro até então misterioso chegou ao Reino Unido antes da quarentena vigiada obrigatória em hotéis, estabelecida no dia 15 de fevereiro. Pela nova regra, pessoas vindas de 33 países, inclusive o Brasil, devem ficar por dez dias nesses locais e fazer dois testes de coronavírus.

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