Descrição de chapéu Brasil China

Cooperação entre Brasil e China para inovação requer estímulo à educação

Sociedade precisa abraçar pesquisa e ciência no país, diz ministro Gilberto Kassab

Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Reinaldo Canato/Folhapress
Bianka Vieira
São Paulo

A criação do Brics foi fundamental para a aproximação entre Brasil e China nos últimos anos, inclusive no ramo da inovação. Para que haja um aprofundamento da parceria é preciso alinhar o sistema brasileiro de educação com novos objetivos.

“Não dá para encarar um processo de desenvolvimento do país sem enfrentar a educação básica”, afirmou Clelio Campolina, professor emérito da UFMG e ex-ministro da Ciência, no seminário Brasil-China, realizado pela Folha nesta quinta-feira (6).

O evento tem patrocínio da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), do Banco Modal e da distribuidora Caoa Chery, com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

No campo técnico das universidades, o interesse pela cooperação entre os dois países é crescente, mas faltam estímulos, segundo Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

“A pesquisa e a ciência não têm apadrinhamento político. Ou a sociedade abraça, ou teremos dificuldade com recursos, planejamento”, disse Kassab, que destacou a importância de o tema ser abordado pelos candidatos ao Planalto. “Infelizmente, não é a pauta predileta da sociedade e dos meios de comunicação.”

Para Sheila Oliveira Pires, superintendente-executiva da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), também falta ao país visão de longo prazo.

“Em ciência e tecnologia, temos bom ranqueamento de produção científica, muitos talentos e arcabouço para desenvolvimento tecnológico. Nesse sentido, não estamos muito distantes da China”, afirmou Oliveira Pires.

Discutiu-se também a necessidade de articular ciência e tecnologia com políticas públicas e sistemas produtivos.

“Precisamos saber quais são as diferenças e semelhanças entre Brasil e China para construirmos nossas convergências. Não dá para pensar o futuro sem fazer uma racionalização de nossos objetivos”, disse Campolina.

Sobre a possibilidade de investimento conjunto para projetos de satélite no Brasil, Campolina afirmou que ferramenta ajudaria a aumentar o alcance da agricultura de precisão.

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