Ataque hacker expõe dados de 500 mi de hóspedes da rede Marriott, diz jornal

Foram acessadas informações como nome, endereço, número de passaporte e email

São Paulo

A rede de hotéis Marriott, maior conglomerado global do setor, informou nesta sexta-feira (30) ter sofrido um ataque hacker e que dados pessoais de 500 milhões de hóspedes foram comprometidos, segundo notícia publicada no jornal The New York Times.

A empresa foi informada sobre a tentativa de ataque em setembro e, após uma investigação, foi confirmado o acesso não autorizado às informações. A ação pode ter ocorrido no dia 10 de setembro ou antes dele.

Foram comprometidos dados pessoais,como nome, data de nascimento, endereço, número de passaporte e email de quem fez reservas desde 2014.

Hotel da rede Marriott em Little Rock (EUA) - Danny Johnston - 30.abr.2013/Associated Press

A invasão teria ocorrido no sistema de reservas da rede Starwood, comprada pela Marriott em 2016.

Os hackers também obtiveram dados criptografados de cartões de créditos. Segundo o The New York Times, não está claro se essas informações poderão ser usadas de algum modo.

Em comunicado, o presidente executivo da Marriott, Arne Sorenson, afirmou lamentar profundamente o incidente.

Segundo ele, a empresa não esteve à altura das expectativas de seus hóspedes e do que ela própria espera para si.

"Estamos fazendo tudo o que podemos para ajudar nossos hóspedes e aprendendo lições para melhorar no futuro", disse.

A companhia informou as autoridades sobre o vazamento de dados e buscará clientes para informar a situação.

"Ainda estamos investigando a situação, então não temos uma lista de hotéis específicos. O que sabemos é que isso só impactou a rede da Starwood", disse o porta-voz da Marriott, Jeff Flaherty, à Reuters.

A Marriott disse que era cedo demais para estimar o impacto financeiro da violação e que isso não afetará sua saúde financeira de longo prazo. A empresa também disse que estava trabalhando com suas seguradoras para avaliar a cobertura.
 

As ações da empresa recuavam quase 6%, para cerca de US$ 115, nas negociações antes do início do pregão.
 

Com Reuters

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