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Brasil
28/09/2007 - 08h33

Patrícia Saboya troca de partido para disputar prefeitura em 2008

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KAMILA FERNANDES
da Agência Folha, em Fortaleza

Para viabilizar sua candidatura à Prefeitura de Fortaleza no próximo ano, a senadora Patrícia Saboya deixou o PSB e assina hoje sua ficha de filiação ao PDT. A mudança partidária da senadora representa uma perda na base de apoio à prefeita Luizianne Lins (PT), que tenta a reeleição no próximo ano.

Patrícia decidiu deixar o partido por causa de uma sinalização do PSB nacional para que seja mantida a coligação com Luizianne, em troca do apoio do PT a outros candidatos do PSB pelo país.

Patrícia já havia recebido convites informais de outros partidos, como o PSDB e o PMDB, mas preferiu o PDT por não representar um distanciamento do projeto nacional de seu ex-marido Ciro Gomes (PSB) à Presidência. A entrada no PDT também não a afasta da base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado.

Já no cenário cearense, o PDT tem feito oposição à prefeitura e é neutro em relação ao governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro.

Quando Patrícia cogitou trocar de partido, Luizianne chegou a dizer, em uma entrevista, que tal candidatura estava sendo orquestrada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB), que, por sua vez, chegou a dar mostras de que gostaria de ver a senadora candidata. Patrícia, porém, nega qualquer influência do senador, até para fugir da herança de rejeição que ele tem na capital.

Apesar da amizade por Patrícia, Cid tem dito que irá apoiar Luizianne "por gratidão" --ela apoiou a candidatura dele ao governo no ano passado. Ciro, porém, chegou a fazer críticas públicas à petista e tende a apoiar a senadora.

Com a iminência da saída da senadora da base de apoio a Luizianne, a cúpula petista procurou fortalecer os laços com Cid e a própria prefeita o procurou para tratar desse assunto. "Estamos trabalhando para evitar que a rachadura fique muito funda", disse o deputado federal José Nobre Guimarães (PT-CE), logo após reunião de petistas com o governador.

O PSDB também pode tirar de dentro da base de Cid um outro candidato de oposição a Luizianne, o atual secretário de Justiça do Estado, Marcos Cals. Para viabilizar sua candidatura, Marcos transferiu seu título eleitoral do interior para Fortaleza e deve assinar hoje sua ficha de filiação ao PSDB da capital.

Outros dois políticos que despontam como possíveis candidatos são o ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e o ex-deputado federal Moroni Torgan (DEM).

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Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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