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Brasil
12/12/2007 - 22h06

Líder de assentados é morto em Minas Gerais

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RENATA BAPTISTA
da Agência Folha

O líder de um assentamento rural foi assassinado ontem, em Pingo D'Água (229 km de Belo Horizonte). João Alves Calazans, 50, ligado à Fetaemg (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais), estava no quintal de casa com a mulher, a sogra, uma cunhada e os dois filhos pequenos quando foi atingido por um tiro na cabeça, por volta das 21h30.

Segundo a Polícia Militar, ninguém viu o assassino, mas suspeita-se que ele tenha fugido em uma moto. Calazans morreu antes de chegar ao hospital.

Presidente da Associação do Assentamento Chico Mendes 2, ele também presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pingo D'Água. Foi secretário do Meio Ambiente do município e coordenador regional da Fetaemg.

A Polícia Civil deteve ontem três pessoas citadas em depoimentos na apuração do caso e que teriam tido atritos com Calazans. Segundo o escrivão Mauro Garcia, elas seriam liberadas após prestar esclarecimentos.

Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), as terras do assentamento foram invadidas em 1999 e, mesmo após a criação do assentamento, em 2002, há conflitos na área por causa da demora do governo em finalizar a divisão do espaço.

Em nota, a comissão afirmou que Calazans recebia ameaças e que sua morte era "anunciada". "Ele incomodou os latifundiários do Vale do Rio Doce e do Vale do Aço [regiões de Minas Gerais], denunciou as péssimas condições de trabalho e a exploração de trabalhadores rurais nas carvoarias da região, que sustentam as siderúrgicas."

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) informou que 48 famílias vivem no assentamento e que a área já foi dividida. Recursos de créditos para aquisição de material de construção e para apoio inicial foram depositados nas contas dos assentados, segundo o órgão.

O Incra informou ainda que o assentamento é ligado à Fetaemg e que alguns assentados foram ao órgão insatisfeitos com a divisão dos lotes.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
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José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
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J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
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