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Brasil
10/01/2008 - 18h37

Reunião com líderes termina sem consenso sobre corte de emendas

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LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) afirmou hoje, após reunião com os líderes governistas, que os critérios para o corte de R$ 20 bilhões no Orçamento para compensar a arrecadação perdida com o fim da CPMF não foram definidos. Mas ele admitiu que a tesoura pode atingir 50% das emendas de bancada de parlamentares.

Já as emendas de comissão perderiam R$ 2 bilhões, enquanto as individuais, que destinam recursos para os municípios, seriam preservadas. Essa proposta renderia aproximadamente R$ 8 bilhões ao Orçamento. "Temos que cortar R$ 20 bilhões. Se corta mais de um lado, corta menos de outro", disse o ministro.

Segundo a Comissão de Orçamento do Congresso, as emendas de bancada --também chamadas de coletivas-- somam cerca de R$ 7 bilhões, enquanto as individuais atingem R$ 4,5 bilhões.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), defendeu o corte seletivo das emendas de bancada e um percentual menor a ser sacrificado. "As emendas de bancada referem-se a obras estruturantes, importantes para os Estados."

O presidente da Comissão de Orçamento do Congresso, senador José Maranhão (PMDB-PB), no entanto, propôs um corte linear que atingiria os três Poderes. "Nós não vamos estabelecer qualquer critério discriminatório. Vamos estabelecer um percentual único de corte nos orçamentos do Executivo, do Judiciário e do Legislativo", afirmou o senador.

O relator do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), vai preparar seu relatório final para o dia 12 de fevereiro. Até lá, terá recebido a reestimativa de receita, prevista em R$ 10 bilhões, aproximadamente. Pimentel foi enfático, após a reunião no Planejamento, de que não há alternativa. "O corte foi dado na hora em que o Congresso Nacional rejeitou a CPMF."

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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