Aliados defendem "critérios" para realizar cortes em emendas do Orçamento
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disseram estar dispostos nesta quinta-feira a ouvir as reivindicações dos líderes dos partidos que apóiam o governo. Inicialmente, deputados e senadores avisam que são contrários ao corte integral das emendas parlamentares de bancada apresentadas ao Orçamento da União de 2008. Eles defendem critérios para realização dos cortes.
A Folha Online apurou que a tendência é de sacrificar apenas parte dessas emendas. "Nós vamos ouvir. Sou sempre otimista", disse Múcio.
Os aliados, no entanto, chegaram ao encontro dispostos a brigar pelas emendas parlamentares. "As línguas podem ser diferentes, mas a tradução é a mesma: não ao corte de emendas", disse a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).
"[Sou contra o corte] assim de vassourada. Queremos é discutir critérios. Não se pode é chegar lá com o prato feito", afirmou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).
A Folha Online apurou que durante a reunião os ministros deverão sugerir aos líderes que proponham aos coordenadores das bancadas estaduais quais emendas podem ser sacrificadas e quais devem ser preservadas.
Critérios
Dizendo-se disposto a negociar, o relator do Orçamento no Congresso, deputado José Pimentel (PT-CE), afirmou que haverá critérios para os cortes, que, segundo ele, não serão feitos de forma indiscriminada.
"Por isso estamos conversando. A reunião de hoje tem esse caráter", afirmou.
O deputado reafirmou que 90% dos R$ 20 bilhões que serão cortados do Orçamento vão atingir o Executivo. Os cortes, explicou, serão feitos por ministério. "Mas uma coisa é certa: vai ter corte sob pena de não fechar o Orçamento", avisou o relator do Orçamento.
Opiniões
O líder do PTB no Senado, Epitácio Cafeteira (MA), defendeu que os três Poderes autorizem cortes, mas sugeriu que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) seja preservado.
Já o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), disse que Câmara e Senado deverão resolver a questão dos cortes para atingir a meta do governo que é de eliminar R$ 20 bilhões do Orçamento. "O Congresso é parte do problema e agora vai ter de dar parte da solução."
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TURISTA!!!
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Manuel
São Paulo - SP.
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Ao ver o circo diário imagino que se há os que se vendem há os que compram os vendidos, não sei quem é o pior, se o que compra ou o que se vende.
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