Brasil
26/03/2008 - 15h11

Força-tarefa vai cobrar R$ 1,4 bi em multas aplicadas pelo Ibama na Amazônia

da Folha Online

A força-tarefa criada para combater o desmatamento em Mato Grosso, Rondônia e Pará vai analisar os processos administrativos que tramitam no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para cobrar cerca de R$ 1,4 bilhão em multas aplicadas contra produtores rurais e empresas que atuam na região amazônica.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira durante reunião realizada em Cuiabá (MT) entre o procurador-Geral Federal, João Ernesto Aragonés Vianna, o superintendente do Ibama em Mato Grosso, Paulo Fernando Maier, a procuradora nacional do Ibama, Cynthia Regina de Lima Passos, e procuradores federais.

O grupo foi criado pela Procuradoria-Geral Federal para propor execuções fiscais contra produtores rurais e empresas autuadas pelo Ibama por desmatarem a Amazônia.

Na reunião, o procurador-geral disse que apenas em Cuiabá existem 6.000 processos administrativos para serem examinados pela força-tarefa e as multas somam R$ 1,1 bilhão. Em Rondônia o valor chega a R$ 173 milhões e no Pará R$ 130 milhões.

Vianna explicou que após a aplicação da multa o infrator apresenta sua defesa e a Procuradoria Federal Especializada do Ibama julga o caso. Quando a multa não é paga amigavelmente, a Procuradoria move execuções ficais para receber o crédito e faz o pedido de penhora dos bens do devedor para garantir o pagamento.

"Todas essas operações, como a Arco de Fogo, que são feitas para combater o desmatamento, têm dois objetivos: colocar um fim nas infrações atuais e lavrar multas contra os infratores. Assim, eles terão a certeza da punição e vão pensar duas vezes antes de reincidir", disse Vianna, por meio de nota.

O procurador-geral ressaltou ainda que a força-tarefa dará efetividade à cobrança, respaldando a atuação dos fiscais em campo. "A PGF dará todo o apoio necessário para que o trabalho seja realizado de maneira eficiente e, se for preciso, encaminhará mais procuradores federais para atuar na força-tarefa", afirmou.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (117) 09/10/2008 02h57
Luís da Velosa (117) 09/10/2008 02h57
Se for para desmatar, esses assentamentos devem ter regras rígidas para o seu desiderato. Cabe, então, ao Ministério do Meio Ambiente, enviar ao Congresso as regras constritantes desse desvio de finalidade propositado, com apenações mais severas, da multa à perda da gleba, caso continuem a agredirem a natureza e por em risco a nossa sanidade ambiental. Não se pode condescender com essa anomalia, sob pena de serem inóquas as medidas paralelas de manutenção do equilíbrio ecológico. O ministro MINC tem sensinbilidade suficiente para inibir essa patologia endêmica que quer, porque quer, destruir os nossos ecossistemas. E tem que ser logo. Depois, será tarde demais e a história lhe fechará as portas. sem opinião
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Alcides Emanuelli (477) 08/10/2008 14h51
Alcides Emanuelli (477) 08/10/2008 14h51
Ao Gamarra, Carlos José dos Santos e Barata, suas palavras soam como suplicas, como lagrimas elas caem e secam na poeira, mas sempre resta um pinto de esperança pelo respeito a Natureza, continuar é viver e querer é lutar e nos obrigamos a continuar em nossas buscas do Bem para a humanidade.
Um breve relato de uma região que morei um dia e vivi, a Região do Rio Araguaia no Mato Grosso onde foram implantado mais de 30 projetos fundiarios na Época dos anos 70.
Como era a legislação, o interessado comprava 400 he e teria o direito de desmatar 50%, os outros 50% deveria ser preservação do serrado da região, mas eles desmatavam mais que os 50% para plantar o arroz sequeiro, tudo com emprestimos do Banco do Brasil, tudo com a supervisão de instituições publicas de agropecuarias.
O homem não tem limites em suas ambições e não respeita nada e quando alguem fala ele diz que é desenvolvimento, e vai destruindo tudo que vê pela frente por interesse financeiro o principal interesse são os financiamento do Banco do Brasil e a primeira coisa que faz quando toma um financiamento e trocar a camionete e comprar uma moto mais potente.
Agora vem algumas palavras para o Ministro Minc e para o INCRA, nunca vai existir preservação da natureza com desmatamento parcial nos lotes, se não fizerem reservas totais onde o homem não vai poder morar, nem destruir, a unica forma de conviver com essas áreas seria o extrativismo com a preservação total.
Se não for feito assim não há preservação.
sem opinião
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Gamarra R (100) 07/10/2008 11h13
Gamarra R (100) 07/10/2008 11h13
PARTE I
Conforme a lista divulgada dos 100 maiores desmatadores do país, a área total desmatada é de 520.666.985 hectares, somente o INCRA desmatou 229.208.649 desse total (44% dos desmatamentos no país).
Quase a metade das florestas derrubadas no Brasil foi devastada a partir de oito projetos do INCRA, todos em Mato Grosso, estado governado por Blairo Maggi, alvo de muitas críticas do ministro Minc. O governador vem insistindo há tempos que as aparências enganavam, mas tudo parecia uma simples defesa do homem que já foi "premiado" com o título de "moto-serra de ouro". Mas ele estava certo. Não vamos isentá-lo, mas ele não pode ser "demonizado" como costuma acontecer. Afinal, como sempre reforça Carlos Minc, os números estão aí para provar qualquer tese.
Segundo Reinaldo Azevedo - Veja: "Sozinho, o INCRA fez quase o mesmo do que fizeram os outros 92 (Lista dos 100). E onde estão todas essas áreas? No Mato Grosso, governado por Blairo Maggi, transformado na Geni dos ambientalistas; considerado uma espécie de "outro lado" de Marina Silva, a Madona Evangélica dos Povos da Floresta; ou, então, o brutamontes que só pensa em soja, invadindo as florestas agora defendidas por Carlos Minc e seus coletes maravilhosos"
(CONT.....)
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