Brasil
02/04/2008 - 17h04

Planalto se compromete a reduzir nº de MPs enviadas ao Congresso, diz Chinaglia

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RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Na tentativa de melhorar a relação entre Executivo e Legislativo, o governo se comprometeu nesta quarta-feira a reduzir o número de MPs (medidas provisórias) enviadas ao Congresso. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que o compromisso foi firmado hoje pelos ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) em reunião com os líderes partidários.

"Há um compromisso do Executivo de ter uma atitude cautelosa de editar as MPs", afirmou Chinaglia, após reunião na Câmara entre os deputados e ministros. "Não houve um acordo, mas uma combinação", ressaltou ele.

Chinaglia disse, que pelo acordo parcial feito hoje, o governo deverá passar a enviar medidas provisórias para o Congresso, no máximo, até o dia 15 de cada mês. Com isso a pauta de votação deverá ficar livre por cerca de 30 a 40 dias, permitindo que os parlamentares se dediquem a outros temas.

"O governo quer ajudar a resolver o problema das medidas provisórias. A maior demonstração disso foi o número de MPs que se enviou este mês: apenas uma", afirmou Múcio. "O espírito é de colaborar. Estamos com os espíritos desarmados, governo e oposição."

A idéia é tentar um acordo mais amplo com os líderes dos partidos de oposição para limpar a pauta de votação da Câmara, que está trancada por medidas provisórias cujos prazos já venceram e aguardam a análise dos parlamentares.

Críticas

Em protesto pelo julgam excesso de MPs enviadas pelo governo, os partidos de oposição fizeram um movimento de obstrução, nos últimos dias, que só foi suspenso ontem. DEM, PSDB e PPS suspenderam a obstrução numa sinalização que há possibilidade de acordo com os governistas.

Parlamentares contaram que durante a reunião hoje, os ministros e vários líderes reclamaram da PEC (proposta de emenda constitucional) apresentada pelo deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que fixa prazo de 175 dias para a tramitação das medidas provisórias e acaba com o trancamento da pauta.

"Apesar do clima bom da reunião, o núcleo central da PEC das MPs pode comprometer o acordo [para a próxima semana]. O relatório não agradou ao governo nem a oposição. Para nós, é importante manter o prazo de 120 dias. Isso seria o maior ponto de discordância", afirmou o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães (BA).

Já o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), evitou fazer críticas diretas à proposta de Picciani, optando por defender um acordo para mudar a tramitação das medidas na Casa.

"É um entendimento razoável porque mostrou a intenção firme de fazer a edição limitada de MPs. Vamos ver se é possível no começo da próxima semana", disse ele.

A proposta de Picciani deverá ser votada na comissão especial que analisa o tema na Câmara, na próxima terça-feira. Se aprovado, o texto segue para o plenário da Casa onde será submetido a duas votações e só depois enviado para o Senado para mais fases de tramitação.

Comentários dos leitores
O Pacificador (203) 26/11/2009 13h31
O Pacificador (203) 26/11/2009 13h31
"Eleições internas do PT confirmam volta de mensaleiros ao comando do partido..."
É surpresa isso?
A natureza é assim mesmo...
Veja só: Flor do Pântano cresce aonde?
Pois é, com eles não poderia ser diferente...
sem opinião
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joao michelini (82) 26/11/2009 11h31
joao michelini (82) 26/11/2009 11h31
A partir da ANISTIA E DAS DIRETAS JA.
Surge uma NOVA CLASSE SOCIAL BRASILEIRA.. A DOS POLITICOS ...e que nos dias de hoje supera as demais classes. BAIXA, MEDIA E ALTA.
A CLASSE DOS POLITICOS PODE SER CONSIDERADA ALTA-ALTA - transferências de propriedades, sem exceção, foram conseguidas através de tácticas mafiosas, de assassinatos, de roubos generalizados, de apropriação de recursos do ESTADO, MUNICIPIOS, UNIAO E ESTATAIS,PRIVATIZAÇOES. Apropriadas pelas máfias privadas dirigidas por PARTIDARIOS ALIADOS com a corrupção. Esses novos multimilionários saqueam ESTADOS MUNICIPIOS A UNIAO E GRANDES EMPRESAS ESTATAIS em milhões de dólares.O MEXICO E O BRASIL, são os dois países que privatizaram os monopólios públicos mais lucrativos, os maiores e os mais eficientes. Do total de 157,2 mil milhões de dólares nas mãos de 38 multimilionários latino-americanos, 30 são brasileiros. Alguns acumularam suas fortunas obtendo contratos governamentais, e outros através DE INFLUENCIA POLITICA BENEFICIANDO-SE de relações políticas e suborno de empresas públicas.
E O RESTO É RESTO
Classe alta - Classe média - Classe baixa - Miseráveis
E a CLASSE DE OTARIOS COMO NOS ELEITORES, QUE PAGAMOS POR TUDO ISSO..., QUE SE LASQUE, RECORRER A QUEM SE DOMINARAO TUDO.
EXECUTICO - LEGISLATIVO E ATE O JUDICIARIO COM O STF DANDO LHES COBERTURA...
-----VOTO NULO NAS PROXIMAS ELEIÇOES NESTA CASTA DE MALANDROS---
55 opiniões
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J. Pimentel (70) 22/11/2009 11h21
J. Pimentel (70) 22/11/2009 11h21
Aos poucos estão desqualificando os crimes cometidos no emblemático caso do Mensalão. O mensalão "oficialmente" é uma contribuição mensal para que os deputados votassem com o governo. Na prática foi a forma de reeembolsar os deputados para cobrir seus compromissos de campanha. Esse dinheiro saiu de um CAIXA DOIS, ou seja, fora da contabilidade oficial, do mesmo caixa que financiou grande parte das campanhas, não só do PT. O Operador pricipal foi Marcos Valério, através de suas agências de propaganda, mas não foi o único com certeza, porque a movimentação financeira é muito alta para ficar concentrada apenas nas agências denunciadas. São dois crimes, na verdade, que já ficou em apenas um e, depois de tanto tempo já se pode colocar este caso no rol de impunidades que assola a dignidade do país. Com o apoio popular que tem, Lula tem assegurado essa impunidade, inclusive negando o inegável, fingindo desconhecer o esquema que não foi criado por ele, mas é uma prática tradicional da politica brasileira. A descaração do PT e seus aliados, que continuam dando as cartas no partido e na politica brasileira, é apenas um desses atos vergonhosos com os quais os brasileiros se acostumaram e, pelo apoio que teem dado ao atual governo, também apoiam essa "maracutaia", termo consagrado na língua portuguesa pelo próprio presidente Lula. É bom que se esclareça que não foi o PT quem criou essas práticas. A decepção é que acreditavamos que o PT fosse acabar com elas e não utilizá-las também. 2 opiniões
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