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Brasil
24/05/2008 - 11h31

Uso de facão é da cultura dos caiapós, diz conselho

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SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha

O secretário do Cimi em Altamira, José Cleanton Curioso Ribeiro, disse ontem em depoimento à Polícia Federal que comprou três facões para os índios, mas que o uso do instrumento faz parte da cultura dos caiapós e negou que a compra tenha sido uma forma de incitação à violência por parte dos organizadores do encontro Xingu Vivo Para Sempre.

A PF apura se a compra de facões para os caiapós pelo secretário do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e pelo padre espanhol Joseba Andoni Ledesma Sanchez, da Prelazia do Xingu, pode ser considerada crime de incitação à violência.

O encontro foi organizado por diversas entidades, entre elas o Cimi e a Arquidiocese de Altamira. O depoimento do padre ocorreria ontem à noite.

Na terça-feira, índios caiapós agrediram o engenheiro da Eletrobrás Paulo Roberto Rezende, após ele defender a construção da usina Belo Monte no encontro. O engenheiro teve um corte profundo no braço. Os índios são contra a obra.

"Ele [Ribeiro] isentou a organização do evento [na compra do facão]. A questão é se a compra do facão que foi entregue aos índios pode ser interpretada como uma incitação a um ato mais violento ou se era uma concessão de um material que já pertence à cultura dos índios", disse o delegado Jorge Eduardo Ferreira de Oliveira.

Pesquisa

Ele afirmou que vai solicitar a realização de uma perícia antropológica para apurar o grau de adaptação dos índios à sociedade e se o uso do facão faz parte da cultura caiapó.

Anteontem à noite, a organização do encontro divulgou uma nota na qual nega ter armado ou comprado armas para os índios. Na nota, a organização afirma que os facões foram introduzidos na cultura caiapó após contato com os brancos na década de 50 e que eram dados como "brindes para atrair e pacificar os caiapós".

O delegado disse que só irá ouvir os índios se conseguir identificar o autor do golpe que feriu o braço do engenheiro da Eletrobrás e se for "extremamente necessário para o desenrolar do inquérito".

O encontro Xingu Vivo para Sempre foi encerrado ontem com um ato público que reuniu cerca de 700 pessoas em Altamira, segundo a PM.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
A politica de preservação de terras indígenas no Brasil é tão patética que da dó. Não de agora mas de anos e muitos anos atras, se criou reservas indígenas a deus dará, a mesma política de assentamentos de terra, se dá a terra e se esquece do cara, da familia do assentado. Depois de 20 anos se volta lá e se confirma que ele não esta mais lá, vendeu a terra a preço de banana, ou mesmo morreu de fome. Com os indios se faz o mesmo, o Brasil tem 8 Milhões de metros quadrados, tem terra que não acaba mais, pq se tem esses problemas???? Se o governo cria uma reserva indígena, pq não se proteje ela? Pq se deixa um grupo de garimperos chegar até lá?? Sabe e uma estupidez brutal ficar aqui discutindo o pq disso o pq daquilo, temos leis no Brasil que são como o queijop suíço, cheio de buracos, não servem p/ nada. Indios são indios, não são sem terras, não são produtores rurais, não são garimperos, são Indios. E Indios tem que ter sua terra, e ser protegidos pelo Estado, Estado quer dizer Exercito, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, etc, etc. Garimperos, Grilheiros, Invasors, tem que ser combatidos por todos aquelas instituições que protegem os Indios, é fácil e simples de entender. sem opinião
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Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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