Brasil
17/07/2008 - 19h20

Tarso diz que relatório de Protógenes denota certa instabilidade e subjetividade

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da Folha Online

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta quinta-feira, em entrevista à rádio CBN, que o relatório do delegado Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, "denota certa instabilidade" na forma de conduzir as questões. Para o ministro, o documento que dá sustentação ao pedido de prisão preventiva dos investigados tem uma "série de considerações de natureza subjetiva".

"Percebo que naquele relatório onde ele [Protógenes] dá sustentação ao pedido de prisão preventiva tem uma série de considerações que são de natureza subjetiva. [...] Eu vi ali certas considerações que eu pelo menos nunca tinha visto em um relatório daquele tipo, que é também uma tentativa de peça ético-filosófica. Isso o procurador vai analisar, mas denota uma certa instabilidade na forma de conduzir as questões", disse.

Apesar da crítica, Tarso elogiou o trabalho de Protógenes na confecção de provas contra os investigados. "O trabalho na articulação das provas é positivo. Foi um trabalho bem feito", afirmou.

Na entrevista, o ministro disse que é comum o "exame técnico" de inquéritos da PF, principalmente naqueles que tem repercussão nacional. No caso da Operação Satiagraha, por exemplo, ele disse que ficaram algumas questões pendentes que a direção da PF vai avaliar, como a violação do manual que proíbe a exposição pública dos investigados. O fato foi criticado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, que chamou a operação de "espetacularização".

Tarso também explicou novamente a saída de Protógenes das investigações. Segundo o ministro, o delegado não foi forçado a sair. "Não houve nenhum tipo de pressão. Claro que o exame técnico dos procedimentos é feito em qualquer tipo de inquérito, principalmente num inquérito de repercussão como esse", afirmou.

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (107) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (107) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
É uma falta de respeito com nos paraence o que o Bancario esta fazendo. nosso estado não deve se cala diante de tanta omilhação, temos que nos valorizar, somos pequenos diante dele mas somos capazes. 2 opiniões
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Comentarista Brasil (88) 17/11/2009 12h41
Comentarista Brasil (88) 17/11/2009 12h41
Em qualquer país decente do mundo um delegado como esse que foi afastado já estaria preso. Mas no Brasil parece que ele vai virar herói, no que depender, é claro, dos paladinos da moralidade (alheia, é claro). No mais, parabéns ao STF e ao CNJ, que têm corrigido os delírios de alguns juízes que ainda pensam ser deuses, mas estão aprendendo, em público e para o país todo ver, que manda quem pode e obedece quem tem juízo. É isso, simples assim, queiram ou não algumas viuvinhas. 15 opiniões
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