Publicidade

Publicidade
Brasil
05/08/2008 - 12h00

Delegado Protógenes Queiroz vai adiar depoimento para a CPI do Grampo

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O delegado Protógenes Queiroz, afastado do comando da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, vai adiar o seu depoimento à CPI das Escutas Telefônicas da Câmara, marcado para amanhã. Protógenes deve encaminhar atestado médico à CPI nesta terça-feira para justificar a ausência, mas já comunicou extra-oficialmente integrantes da comissão que não estará presente amanhã para depor.

A estratégia do delegado é adiar o depoimento para escapar dos "holofotes" da comissão, uma vez que considera nos bastidores que já teve a imagem desgastada na operação.

A Folha Online apurou que Protógenes pretende apresentar como argumento à CPI problemas de saúde para não se desgastar junto ao Congresso.

Inicialmente, o delegado chegou a pensar em apresentar como justificativa o curso, no período integral, que realiza em escola da PF, em Brasília --mas foi alertado de que o motivo poderia não ser aceitos pelos parlamentares.

A sua participação no curso foi a justificativa apresentada pela cúpula da PF para o afastamento de Protógenes da Operação Satiagraha, embora o delegado tenha revelado em conversas com interlocutores que foi forçado a deixar o caso após 'excessos' supostamente cometidos nas investigações.

O delegado foi convocado a prestar depoimento à CPI, por isso sua presença na Câmara seria obrigatória --com exceção para casos "excepcionais", como problemas de saúde. Integrantes da CPI ouvidos pela Folha Online esperam que Protógenes encaminhe esta tarde à secretaria da comissão os motivos formais para a sua ausência no depoimento.

Depoimento

Protógenes foi convocado para esclarecer detalhes sobre as investigações e a pressão que sofreu pela cúpula da PF para deixar a Operação Satiagraha. A oposição se preparou pra questionar o delegado sobre denúncia publicada pela Folha de que a PF recebeu senhas, na operação, para monitorar o histórico de chamadas não apenas dos investigados, mas de qualquer assinante do país.

O acesso às senhas foi autorizado pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, mas não está previsto na lei n.º 9.296 --que rege o uso de escutas telefônicas em investigações criminais.

Além disso, integrantes da CPI também querem esclarecer detalhes sobre as escutas telefônicas realizadas pela PF na Operação Satiagraha.

A expectativa dos integrantes da comissão é que o depoimento do delegado seja remarcado ainda para agosto.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
avalie fechar
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4924)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca