Publicidade

Publicidade
Brasil
11/08/2008 - 18h29

Em evento com Lula, representantes da UNE falarão sobre tortura na ditadura

Publicidade

ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

A presidente nacional da UNE (União Nacional dos Estudantes), Lúcia Stumpf, disse que será "inevitável" que a discussão sobre as torturas cometidas na ditadura militar repercutam no evento de amanhã, no Rio, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula ainda não se pronunciou oficialmente sobre a polêmica levantada pelos ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannucchi (Secretaria Especial dos Direitos Humanos).

Nesta terça, Lula vai assinar na sede da entidade o projeto de lei que reconhece o envolvimento de agentes estatais no incêndio, em 1964, da sede da UNE na Praia do Flamengo, no Rio.

Em entrevista à Folha Online Stumpf faz eco à opinião de Tarso e Vannucchi de que os torturadores da ditadura militar não cometeram crime político e, portanto, não estão cobertos pela Lei da Anistia --podendo ser processados criminalmente.

A declaração dos ministros irritou militares da ativa e da reserva, que fizeram evento no Clube Militar contra a suposta tentativa de revisão da anistia assinada em 1979.

"A impunidade dos agente envolvidos com a violação dos Direitos Humanos gera reflexo para nós, na sensação de impunidade aos abusos que acontecem contra a população pobre, não mais nos porões, mas a céu aberto. É preciso discutir sobre isso. A sociedade deve amadurecer esta posição. Defendo que se abra os arquivos da ditadura e se possa punir os torturadores", diz a presidente da UNE.

Reconstrução

O projeto de lei que será assinado pelo presidente Lula garante à UNE a reconstrução de sua sede. O evento terá a presença do arquiteto Oscar Niemeyer, autor do projeto da nova sede, do presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, e de representantes de outras entidades, como ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, também estarão presentes.

Comentários dos leitores
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
A verdade sobre a ditadura militar sempre fica escondida por vários interesses escusos. Em primeiro lugar não houve no Brasil nenhuma preocupação em redemocratizar o país, quem queria derrubar os militares queria uma ditadura de esquerda, que na época chamavam-na de ditadura do proletariado. Por outro lado, a ditadura começou a não obedecer os americanos. A coisa piorou quando Geisel se negou mandar tropas para São domingos. Na verdade os americanos sempre foram liberais, mas nunca foram democratas. Quem manda lá são os órgãos de inteligência. Presidente lá é mesma coisa da coroa inglesa. 1 opinião
avalie fechar
João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
Paulo Maluf e a odiosa perseguição, passados 39 anos Maluf recebe ACP (Ação Civil Pública), mais uma acusação ridícula, mentirosa e caluniosa. Como tem sido contumaz contra Maluf, "A força das falsas acusações não derivam do seu conteúdo, mas sim na aposta da sua repercussão". Perguntamos a falsa acusação atual é para desviar o foco de qual escândalo ou de contexto internacional ou em relação ao projeto de lei 265/2007 do deputado federal Paulo Maluf (...) "se ficar comprovado de modo a deixar expressa a responsabilidade de quem ajuiza (ACP) ação civil pública, popular e de improbidade temerária, com má-fé, manifesta intenção de promoção pessoal ou visando perseguição política". Felizmente, manchetes como esta não enganam mais ninguém. Seus eleitores votam com gosto e mesmo raiva pelas falsas acusações faladas, mas nunca provadas. Com o pré-julgamento e a condenação midiática pela grande mídia (primeiro se divulga, depois se apura?). Tem sido assim principalmente em anos eleitorais: 1970,1982,1998,2002,2004 em 2005 foi o único preso político no Brasil, com espetáculo global e shows midiáticos; mas em 2006 foi eleito deputado federal com a maior votação nominal do País, 739.827 mil votos, sendo votado em todos os 645 municípios deste Estado. Em 2009 ACP do MPF contra Maluf. Em 2010, ano eleitoral, qual será a falsa acusação que irão inventar? Paulo Maluf está escrevendo um livro, já apelidado de "livro bomba", para ser publicado depois de sua morte. Perseguido ad eternum sem opinião
avalie fechar
Do que será que que todos da situação tem medo, e só se aproximar ano eleitoral que começam as perseguições contra o Dep. Paulo Maluf,estão dando muito na cara.Será que não está acontecendo nada de mais sério nesses País.A corrupção descambou,a violência está em patamares absurdos,o transito está matando mais que a guerra Iraque,e ficam querendo se promover em cima do Dep. Paulo Maluf,tá parecendo coisa encomendada. 4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (814)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca