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Brasil
13/08/2008 - 17h01

Dantas sugere que PF pode ter vazado informações de grampos durante Satiagraha

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, insinuou nesta quarta-feira durante depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara que a Polícia Federal pode ter vazado informações obtidas em escutas telefônicas durante as investigações da Operação Satiagraha.

Dantas disse ter certeza de que telefones do grupo Opportunity foram grampeados em meio ao processo de venda da Brasil Telecom, que resultaram na Satiagraha, porque empresas concorrentes tiveram informações sobre o grupo na operação de venda.

"Eu não tenho a menor dúvida que o nosso telefone foi grampeado. Se foi vazamento dos grampos da Polícia Federal que motivaram a Operação Satiagraha ou se existe outra estrutura de grampo, eu não sei. Que vazaram, vazaram. Chegou ao ponto que fizemos boletim de ocorrência para a polícia na esperança de que fosse tomada providência para conter [os grampos]", afirmou.

Com base nas investigações sobre a venda da Brasil Telecom que ocorrem na Itália, Dantas disse que a Telecom Itália --que disputou com o Opportunity o controle da Brasil Telecom-- teria conseguido cooptar agentes da PF e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para monitorar correspondências do banco.

"O que está dito pela imprensa e parte dos relatórios de investigação da Procuradoria de Milão é que a Telecom Itália teria instrumentado pessoas ligadas à Polícia Federal e à Abin que teriam sido usadas pela Telecom Itália nessa iniciativa", afirmou.

Apesar dos supostos grampos telefônicos sobre o Opportunity, Dantas disse não acreditar que seu telefone pessoal tenha sido monitorado pela PF. "Eu, pessoalmente, não. Na época, o meu sócio Pérsio Arida foi [grampeado], mas não pediu para que fosse investigado a origem desse grampo."

Negativa

No depoimento à CPI, Dantas negou ter contratado a empresa Kroll para realizar escutas telefônicas ilegais durante o processo de compra da Brasil Telecom. Dantas disse que, ao contrário do que a imprensa "insiste em divulgar", não está envolvido em ações de grampos telefônicos.

"Na verdade, eu não contratei a Kroll. A Brasil Telecom contratou a Kroll, que investigou a Telecom Itália. Nesse processo não tem nenhum grampo telefônico. A Brasil Telecom contratou a Kroll pela sua competência internacional. A Kroll foi a mesma empresa que o Congresso contratou para investigar desvios na gestão Collor pelo PC Farias", afirmou.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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