Brasil
12/11/2008 - 14h48

STF inicia julgamento de ações que tratam de fidelidade partidária

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) já iniciaram o julgamento de duas Adins (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) que questionam a resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O julgamento deverá por um fim no impasse que envolve a questão da fidelidade partidária e dos prazos para a troca de legenda.

Pela resolução do TSE, deputados federais e estaduais, além de vereadores que mudaram de partido depois de 27 de março de 2007, e senadores, depois de 16 de outubro do mesmo ano, podem ser obrigados a devolver os mandatos para os partidos que os elegeram.

Os ministros do STF julgam as ações ajuizadas pelo PSC (Partido Social Cristão) e pela PGR (Procuradoria Geral da República). O argumento para questionar a constitucionalidade da resolução é que TSE teria invadido a competência da União para legislar sobre direito eleitoral e processual.

Segundo as ações, a resolução afronta a artigo 121 da Constituição Federal, que determina que a competência dos tribunais, juízes e juntas eleitorais tem de ser definida anteriormente por lei complementar --e não por resolução do TSE.

Ontem, o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, reuniu-se com o presidente do STF, Gilmar Mendes, e tratou sobre a polêmica. Para Toffoli, o TSE tem poderes para definir sobre a eventual perda de mandato em casos de infidelidade partidária.

Comentários dos leitores
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. sem opinião
avalie fechar
Sr. Ernani, aqui em Santa Catarina as coisas não são muito diferentes dos demais Estados da federação. Achar que o governo que não dá aumento e ser contra o Professor, LHS em 7 anos de governo deu 1% de reajuste ao magistério catarinense. JBMS. sem opinião
avalie fechar
Cassio Tavares (498) 23/10/2009 19h28
Cassio Tavares (498) 23/10/2009 19h28
Se voce é um dos que estão reclamando da educação, cobre aí do governador do seu estado ou do prefeito da sua cidade porque as escolas são estaduais ou municipais. Agora se voce está em São Paulo a cobrança tem que ser grande mesmo porque os alunos das escolas públicas do estado ficaram lá nos últimos lugares nos testes que foram aplicados para os alunos das escolas públicas de todas as unidades da federação 3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (434)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca