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Brasil
13/11/2008 - 14h47

Ayres Britto nega crise institucional entre Poderes e diz ter sido mal interpretado na Câmara

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, minimizou nesta quinta-feira as reações provocadas por sua cobrança para que a Câmara cumpra a resolução que estabelece a perda de mandato para aqueles que trocaram de legenda fora dos prazos estabelecidos.

Em resposta a declaração de Britto, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pediu que o presidente do TSE se "contenha" porque não tem autoridade para fazer cobranças públicas sobre um outro Poder.

05.out.2008/Folha Imagem
Britto nega crise institucional entre Poderes e diz ter sido mal interpretado na Câmara
Britto nega crise institucional entre Poderes e diz ter sido mal interpretado na Câmara

"Tenho tido uma relação cordial com o Poder Judiciário. Pedirei que o presidente do TSE se contenha e não faça cobranças públicas porque serei obrigado a cobrá-lo também", disse Chinaglia.

Britto negou ter tentado interferir no Legislativo e que ocorra uma crise institucional entre os Poderes Judiciário e Legislativo. "Os Poderes são independentes e harmônicos entre si. Eu velo pelo dois atributos, independência e harmonia, fui mal interpretado", disse.

Da tribuna da Câmara, o deputado pediu para dar um "recado claro" ao presidente do TSE. "Vamos manter a relação entre os Poderes", apelou Chinaglia.

"Não há crise alguma, há mal-entendidos que serão resolvidos", afirmou Britto.

Troca-troca

Ao ser questionado sobre a eventual resistência da Câmara ao cumprimento da resolução do TSE sobre a fidelidade partidária, confirmada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Britto afirmou que essa hipótese é pouca provável.

"Não trabalho com essa hipótese de resistência e nem de enfrentamento", afirmou. "Não tive intenção alguma de interferir no Legislativo. Não há ingerência alguma [da minha parte]", reiterou.

O presidente do TSE disse ainda que está sempre disponível para conversar com Chinaglia.

Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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