Brasil
03/12/2008 - 15h16

Lula rejeita articulação de aliados para adiar votação de reforma tributária para 2009

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer colocar a reforma tributária em votação neste ano no plenário da Câmara apesar de líderes governistas já admitirem deixar a discussão da matéria para 2009. Em conversas por telefone com os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o presidente defendeu nesta quarta-feira a votação do texto da reforma antes do recesso legislativo --que tem início dia 22 de dezembro.

O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse hoje que a disposição do presidente é colocar a matéria em votação mesmo que a base aliada do governo não tenha articulado os 308 votos necessários para aprovar a PEC (proposta de emenda constitucional) da reforma tributária.

"O presidente acabou de conversar com o presidente Chinaglia e o presidente Garibaldi e falou que queremos votar a reforma tributária. Se não tivermos voto, que não seja aprovada, mas queremos votá-la", disse Bernardo.

O governo articula o adiamento da votação da PEC da reforma para março de 2009. Sem acordo nas negociações para aprovar a proposta, os aliados pretendem anunciar nesta quarta-feira que aceitam ampliar o prazo das conversas em busca do consenso para aprovar o texto, deixando a votação para o ano que vem.

Porém, interlocutores da base aliada afirmam que os governistas querem ter a garantia da oposição de encerramento da obstrução das votações no plenário da Câmara. A Folha Online apurou que a decisão de adiar a votação foi provocada também pelos apelos dos governistas, que argumentaram que vários dos governadores se queixam de itens incluídos na reforma tributária.

Um dos que argumentou sobre a necessidade de deixar para o próximo ano a votação foi o PMDB, uma vez que falta consenso na legenda sobre o assunto. O partido tem a maior bancada na Câmara e no Senado.

Para evitar desgaste na imagem externa da Câmara, os líderes partidários traçarão um plano de prioridades de votação para os próximos 19 dias que restam do ano parlamentar.

Porém, os governistas exigem que entre as prioridades esteja a proposta do Orçamento Geral da União para 2009. Chinaglia, por sua vez, disse que não abre mão da votação da PEC das MPs (medidas provisórias), que muda o rito de tramitação das medidas, evitando os trancamentos de pauta como ocorrem atualmente.

Em reação ao governo, a oposição faz obstrução às votações no plenário da Câmara. Vários governadores reagem à unificação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), além da sua cobrança no destino e a criação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e as regras que prevêem o fim da guerra fiscal.

Comentários dos leitores
Monica Rego (174) 17/06/2009 18h42
Monica Rego (174) 17/06/2009 18h42
P$DEM não tem proposta para o país seu choque de gestão é o que a de pior para o povo que necessita de políticas publicas!!! sem opinião
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Valter Souza (33) 17/06/2009 15h39
Valter Souza (33) 17/06/2009 15h39
O Sr Serra deveria se recolher aos aposentos pois falar que a reforma é um "horror" que é isso ou aquilo e não dar nenhuma explicação do que está errado isso é só politicagem!!! 1 opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (9) 05/06/2009 16h33
Said Abou Ghaouche Netto (9) 05/06/2009 16h33
O assunto REFORMA TRIBUTÁRIA é muito sério e não deve ser tratado com leviandade. Eu ouço todos os dias o mesmo mantra de sempre, que é preciso reduzir os impostos. Isso é superficial demais. Existem outros aspectos a serem analisados. Os governos federal, estaduais e municipais, estruturados em poderes executivo, legislativo e judiciário, gastam mais do que os cidadãos pagam. Este perdularismo público deve ser contido e os governantes devem gastar o dinheiro público com parcimônia e objetividade, transformando a máquina pública numa máquina mais ágil e aficaz. Outro aspecto é a sonegação. Todos nós, cidadãos decentes, pagamos nossos impostos para manter a máquina pública funcionando, de modo que possamos desfrutar de serviços públicos essenciais. Mas uma parcela da população usa esta máquina pela qual pagamos sem participar do custos. São os sonegadores, verdadeiros parasitas e lesa-pátrias que sugam nosso sangue e saqueam nosso erário. Não dá para falar em reforma tributária deixando de lado o combate firme e impiedoso aos sonegadores. E por último, a prestação de contas com máxima transparência. Os governantes devem publicar com exatidão o quanto foi arrecadado com cada imposto e o quanto foi gasto e no que foi gasto. Ai sim, nós podemos discutir o assunto de maneira mais sobria. Controle dos gastos governamentais; combate à sonegação e prestação de contas. É o mínimo que se espera em um bom debate. 3 opiniões
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