Brasil
06/07/2009 - 20h47

Greenhalgh classifica de represália pedido de abertura de inquérito policial contra ele

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da Agência Brasil

O advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh afirmou hoje que o pedido de abertura de um novo inquérito policial para aprofundar as investigações sobre seu trabalho seria "uma represália" contra ele por ter descoberto a participação de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na Operação Satiagraha. Greenhalg já foi advogado do grupo Opportunity, de Daniel Dantas. O pedido de abertura de inquérito foi feito pelo procurador da República Rodrigo de Grandis.

Em nota à imprensa, Greenhalgh afirma que "não há nada" em sua atuação como advogado do grupo de Dantas que possa maculá-lo. "Fui contratado para assisti-lo na qualidade de advogado, atividade que exerço há mais de 30 anos. Atuei na defesa de meu cliente nos estritos marcos da legalidade e da ética profissional."

Além do inquérito contra Greenhalgh, o Ministério Público Federal em São Paulo pediu a abertura de dois inquéritos resultantes da Operação Satiagraha: para apurar crimes financeiros na aquisição do controle acionário da Brasil Telecom pela Oi e para investigar evasão de divisas praticadas por cotistas brasileiros do Opportunity Fund, com sede nas Ilhas Cayman, no Caribe.

"Existe possibilidade, no futuro, de serem oferecidas outras denúncias em face de outras pessoas ou mesmo dessas pessoas que foram denunciadas agora, por outros fatos", afirmou de Grandis.

A intenção da Procuradoria é investigar se Luiz Eduardo Greenhalgh teria cometido crime de formação de quadrilha.

Quando a Operação Satiagraha foi deflagrada pela PF, em julho do ano passado, o procurador chegou a pedir a prisão de Greenhalgh, mas o juiz federal Fausto De Sanctis entendeu que não existiam fundamentos para que a prisão fosse decretada. Na época, a Procuradoria afirmou que Greenhalgh era suspeito de ter mantido contatos no Executivo para obter informações sigilosas sobre a operação policial.

Em defesa, também na época, o ex-deputado reclamou da divulgação de suas conversas telefônicas e chamou de infundadas as acusações que pesavam sobre ele.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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