18/12/2006
-
17h22
da Folha Online, em Brasília
A pressão popular contra o reajuste salarial de 91% para deputados e senadores não foi suficiente para fazer os parlamentares voltarem atrás na decisão de aumentar seus salários para R$ 24.500.
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), disse nesta segunda-feira que o aumento foi uma decisão tomada em conjunto por líderes e pelas Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, portanto, será mantida. "Não se trata da defesa da manutenção do teto, mas de se manter a decisão dos líderes e das Mesas."
O parlamentar considerou "legítima" as manifestações que se espalharam pelo país contra o reajuste. "Todas as manifestações em um país democrático, desde que mantidas pela legalidade, são legítimas."
Apesar de manter o aumento, Aldo reconheceu que o valor dos novos salários dos deputados e senadores é muito maior do que o da maioria dos salários recebidos pelos brasileiros.
"Num país onde há tantas desigualdades, não há o que se comparar o que recebe um deputado, um procurador, com salário mínimo, o que seria uma disparidade."
O presidente da Câmara afirmou estar consciente de que será julgado pelos brasileiros por ser um dos que concordaram com o reajuste, mas negou que a decisão sobre o aumento tenha sido tomada no "apagar das luzes" da atual legislatura.
"O país pode fazer este julgamento. Mas há a tradição de rever subsídios no final de cada legislatura."
Leia mais
Livro de Leôncio Martins Rodrigues analisa perfil da Câmara dos Deputados
Livro "Políticos do Brasil" mostra evolução do patrimônio dos deputados
Eleitos devem ser diplomados até amanhã
PMDB vai engolir o PT em 2010, diz Quércia
Congresso discute aumentar em R$ 8 salário mínimo
STJ garante a Luiz Estevão liberdade até decisão final sobre processo
Especial
Leia o que já foi publicado sobre reajuste salarial
Apesar da pressão, Aldo diz que decisão sobre salários será mantida
Publicidade
GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
A pressão popular contra o reajuste salarial de 91% para deputados e senadores não foi suficiente para fazer os parlamentares voltarem atrás na decisão de aumentar seus salários para R$ 24.500.
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), disse nesta segunda-feira que o aumento foi uma decisão tomada em conjunto por líderes e pelas Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, portanto, será mantida. "Não se trata da defesa da manutenção do teto, mas de se manter a decisão dos líderes e das Mesas."
O parlamentar considerou "legítima" as manifestações que se espalharam pelo país contra o reajuste. "Todas as manifestações em um país democrático, desde que mantidas pela legalidade, são legítimas."
Apesar de manter o aumento, Aldo reconheceu que o valor dos novos salários dos deputados e senadores é muito maior do que o da maioria dos salários recebidos pelos brasileiros.
"Num país onde há tantas desigualdades, não há o que se comparar o que recebe um deputado, um procurador, com salário mínimo, o que seria uma disparidade."
O presidente da Câmara afirmou estar consciente de que será julgado pelos brasileiros por ser um dos que concordaram com o reajuste, mas negou que a decisão sobre o aumento tenha sido tomada no "apagar das luzes" da atual legislatura.
"O país pode fazer este julgamento. Mas há a tradição de rever subsídios no final de cada legislatura."
Leia mais
Especial
