Publicidade
Publicidade
Insatisfeitos, governadores vão apresentar a Lula propostas para o PAC
Publicidade
da Folha Online, em Brasília
Insatisfeitos com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), anunciado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os governadores decidiram construir uma pauta de reivindicações e sugestões de propostas para o pacote. A pauta conjunta será apresentada na próxima reunião entre Lula e os governadores, agendada para 6 de março.
Antes do encontro com Lula, os governadores voltam a se reunir na próxima segunda-feira, em Brasília. Participarão do encontro governadores das cinco regiões do país. Do Nordeste, virão Marcelo Déda (PT-SE) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). O Sudeste será representado por Aécio Neves (PSDB-MG) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Eduardo Braga (PMDB-AM) representará o Norte, Yeda Crusius (PSDB-RS) o Sul. Do Centro-Oeste, participará José Roberto Arruda (PFL-DF).
Os detalhes dessa reunião foram discutidos durante almoço realizado hoje na casa de Arruda, logo depois do anúncio do PAC. Estiveram no almoço 19 dos 25 governadores presentes na divulgação do PAC.
Segundo Cunha Lima, será a vez dos governadores falarem. "Hoje, fomos para ouvir. Mas também querem ser ouvidos", disse.
Os governadores aliados pediram ponderação aos colegas da oposição e para eles não transformarem suas reivindicações numa "queda-de-braço" com o governo.
"O governo nos deu oportunidade para que no dia 6 de março voltemos a discutir o PAC. Não dá para fazer uma assembléia e somente depois anunciar as medidas. Nós da base também tomamos conhecimento hoje", afirmou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
Uma das críticas é dos governadores é que ninguém foi consultado antes do anúncio do PAC. "[O PAC] teria um resultado melhor do ponto de vista dos investimentos se tivesse uma soma de esforços entre o governo federal e os Estados. É um grave problema a distorção entre os orçamentos estaduais e o federal", disse Aécio.
A principal queixa dos governadores é a renúncia fiscal de R$ 6,6 bilhões este ano, que em 2008 está prevista para chegar a R$ 11,5 bilhões. Na avaliação dos governadores, a renúncia fiscal implica em redução na arrecadação dos recursos que formam impostos compartilhados entre a União e os Estados, como o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) e o Imposto de Renda.
Cunha Lima afirmou que o programa não vai ajudar na recuperação das finanças dos Estados. "Lamentavelmente, o programa agrava uma distorção histórica [entre as regiões], que é a impossibilidade de investir. São iniciativas positivas que precisamos apoiar, mas sem que isso represente uma fragilidade do pacto federativo. A União concentra as grandes fatias das receitas e os Estados, dependentes, seguem como colônias", disse.
Leia mais
Especial
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Dilma Rousseff aparece com o neto em rampa do Palácio do Planalto
- Thomaz Bastos diz que deixa julgamento moral à 'vingança de Deus'
- Governo veta 12 pontos e faz 32 modificações no Código Florestal
- Ex-diretor da Delta poderá ficar calado em CPI, decide STF
- DEM afirma que irá ao Supremo contra MP do Código Florestal
+ Comentadas
- Thomaz Bastos diz que deixa julgamento moral à 'vingança de Deus'
- Collor diz que respostas à CPI comprovam crimes de procurador-geral
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.






Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV