15/07/2005
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14h12
da Folha Online
O presidente da Associação Paulista Viva, Nelson Baeta Neves, afirmou que o quebra-quebra promovido por torcedores na madrugada desta sexta-feira, na avenida Paulista (centro de São Paulo), após a conquista da Taça Libertadores pelo São Paulo, foi causado por "falta de planejamento".
Para ele, o poder público falhou ao evitar o diálogo com associações que representam a sociedade civil e ao minimizar a indução à concentração no local. "O vandalismo não é palmeirense, são-paulino ou corintiano. Quando você estimula o povo a se concentrar na Paulista, tem que aliar isso a um aumento do efetivo da PM", diz.
O comandante interino do policiamento da capital, Isidro Suita, nega e afirma que o número de policiais militares presentes na avenida ainda antes da confusão era igual ao de outros eventos de maior porte.
"É importante ressaltar que isso não é um problema resolvido pela autoridade, mas pela habilidade da autoridade", afirma Neves.
Neves acusa o secretário de Serviços da prefeitura e subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo, de evitar o diálogo com a associação e discorda da solução apresentada --proibir a realização de grandes eventos na Paulista. "Todos dão certo quando são bem planejados." Matarazzo nega.
O presidente teme ainda que a imagem da capital fique prejudicada, após o episódio. "Vão pensar que São Paulo é uma cidade de selvagens."
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GABRIELA MANZINIda Folha Online
O presidente da Associação Paulista Viva, Nelson Baeta Neves, afirmou que o quebra-quebra promovido por torcedores na madrugada desta sexta-feira, na avenida Paulista (centro de São Paulo), após a conquista da Taça Libertadores pelo São Paulo, foi causado por "falta de planejamento".
Para ele, o poder público falhou ao evitar o diálogo com associações que representam a sociedade civil e ao minimizar a indução à concentração no local. "O vandalismo não é palmeirense, são-paulino ou corintiano. Quando você estimula o povo a se concentrar na Paulista, tem que aliar isso a um aumento do efetivo da PM", diz.
O comandante interino do policiamento da capital, Isidro Suita, nega e afirma que o número de policiais militares presentes na avenida ainda antes da confusão era igual ao de outros eventos de maior porte.
"É importante ressaltar que isso não é um problema resolvido pela autoridade, mas pela habilidade da autoridade", afirma Neves.
Neves acusa o secretário de Serviços da prefeitura e subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo, de evitar o diálogo com a associação e discorda da solução apresentada --proibir a realização de grandes eventos na Paulista. "Todos dão certo quando são bem planejados." Matarazzo nega.
O presidente teme ainda que a imagem da capital fique prejudicada, após o episódio. "Vão pensar que São Paulo é uma cidade de selvagens."
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