07/11/2006
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18h33
Em nota distribuída à imprensa nesta terça-feira, a empresa de táxi aéreo dos Estados Unidos ExcelAire, proprietária do Legacy envolvido na queda do Boeing da Gol que matou 154 pessoas em setembro, informou que considera "prematuros" os processos com pedidos de indenização apresentados segunda-feira (6) à Justiça daquele país.
O Boeing caiu em uma região de mata fechada de Mato Grosso depois de bater --no ar-- contra o Legacy. Todos que estavam no avião comercial morreram. O Legacy conseguiu pousar, e seus sete ocupantes --sendo seis norte-americanos-- saíram ilesos.
Os processo foram assinados pelo advogado Manuel von Ribbeck, o primeiro a ser contratado por familiares dos mortos para representá-los no exterior.
No documento remetido para os EUA ao qual a Folha Online teve acesso, Ribbeck acusa a ExcelAire e Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, respectivamente piloto e co-piloto do Legacy, de negligência, e os aponta como responsáveis pelo acidente. O advogado acusa também a Honeywell, fabricante do sistema anti-colisão usado nas duas aeronaves.
Na nota, a ExcelAire afirma que os processos são "prematuros", pois as investigações estão em andamento. "[O advogado Robert] Torricella afirma que 'face às novas confirmações de que a torre de controle autorizou o jato executivo da ExcelAire a voar até Manaus a 37.000 pés, as acusações de que os pilotos voavam na altitude errada não procedem'."
O advogado que iniciou a onda de processos discorda. Ele afirma que, no sistema judiciário dos EUA, é o juiz quem decide sobre a culpabilidade de cada envolvido. Neste caso, a conclusão das investigações da Aeronáutica e da PF (Polícia Federal) é "irrelevante".
Por meio de sua assessoria de imprensa, Torricella afirmou que, "à medida que as conclusões forem apresentadas, estamos certos de que ficará comprovado que os pilotos da ExcelAire agiram de acordo com as normas internacionais de avião."
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Proprietária do Legacy diz que processos nos EUA são prematuros
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da Folha OnlineEm nota distribuída à imprensa nesta terça-feira, a empresa de táxi aéreo dos Estados Unidos ExcelAire, proprietária do Legacy envolvido na queda do Boeing da Gol que matou 154 pessoas em setembro, informou que considera "prematuros" os processos com pedidos de indenização apresentados segunda-feira (6) à Justiça daquele país.
O Boeing caiu em uma região de mata fechada de Mato Grosso depois de bater --no ar-- contra o Legacy. Todos que estavam no avião comercial morreram. O Legacy conseguiu pousar, e seus sete ocupantes --sendo seis norte-americanos-- saíram ilesos.
Os processo foram assinados pelo advogado Manuel von Ribbeck, o primeiro a ser contratado por familiares dos mortos para representá-los no exterior.
No documento remetido para os EUA ao qual a Folha Online teve acesso, Ribbeck acusa a ExcelAire e Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, respectivamente piloto e co-piloto do Legacy, de negligência, e os aponta como responsáveis pelo acidente. O advogado acusa também a Honeywell, fabricante do sistema anti-colisão usado nas duas aeronaves.
Na nota, a ExcelAire afirma que os processos são "prematuros", pois as investigações estão em andamento. "[O advogado Robert] Torricella afirma que 'face às novas confirmações de que a torre de controle autorizou o jato executivo da ExcelAire a voar até Manaus a 37.000 pés, as acusações de que os pilotos voavam na altitude errada não procedem'."
O advogado que iniciou a onda de processos discorda. Ele afirma que, no sistema judiciário dos EUA, é o juiz quem decide sobre a culpabilidade de cada envolvido. Neste caso, a conclusão das investigações da Aeronáutica e da PF (Polícia Federal) é "irrelevante".
Por meio de sua assessoria de imprensa, Torricella afirmou que, "à medida que as conclusões forem apresentadas, estamos certos de que ficará comprovado que os pilotos da ExcelAire agiram de acordo com as normas internacionais de avião."
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