Cotidiano
26/02/2008 - 15h29

Lula diz que porrada não educa e defende investimentos para conter criminalidade

da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que o Estado deve investir em infra-estrutura, educação e geração de emprego como forma de oferecer oportunidades à população e evitar a criminalidade. Segundo Lula, se o Estado e as empresas não oferecem oportunidades, o "crime organizado" e a "bandidagem" oferecem.

Em discurso durante visita às obras da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), em Santa Cruz, no Rio, Lula defendeu investimentos em áreas carentes da cidade, mas não uma "intervenção com a polícia"

"Nós vamos visitar o Complexo do Alemão, vamos visitar Manguinhos, vamos visitar a Rocinha para levar investimentos de milhões e milhões de reais para fazer casa, escola, rua, hospital, água e esgoto. Se porrada educasse as pessoas, bandido saía da cadeia santo. O que educa as pessoas são oportunidades, são gestos de solidariedade, é as pessoas acreditarem que amanhã terão oportunidade", afirmou.

O presidente disse ainda que, durante tantas décadas, não houve investimento "adequado" em educação no Brasil, "porque parece que as pessoas que governavam já tinham tido a sua oportunidade, para que dar oportunidade aos outros?".

Lula voltou a afirmar que não tem diploma universitário porque teve que ir para a fábrica aos 14 anos e, como presidente, quer dar aos trabalhadores a oportunidade que os antigos governantes não deram a ele quando tinha "18 ou 19 anos".

Segundo o presidente, entre 1909 e 2003, foram construídas 140 escolas técnicas no país. Ele ressaltou que sabe o valor de se ter uma educação adequada, e aproveitou para fazer críticas às gestões anteriores na área.

"Parece que as pessoas que governaram já tinham tido sua oportunidade, para que dar [oportunidade] para os outros", questionou. "Como não tive diploma, eu sei a razão de dar para o trabalhador as oportunidades que os governantes não deram a mim quando eu tinha 18, 19 anos", disse.

Comentários dos leitores
Cristiano Garcia (114) 05/07/2008 19h09
Cristiano Garcia (114) 05/07/2008 19h09
CAMPO GRANDE / MS
Não voto por partido, mas destino meu voto para a pessoa que eu julgue suficiente ao exercicio do mandato. Considero todas as obras sociais, algo de relevancia para os menos favorecidos e tambem para o crescimento economico. A injeção de dinheiro no mercado através de programas sociais, alem de melhorar a qualidade de vida da pessoa favorecida, tambem serve para acelerar o processo de distribuição de renda e crescimento economico de uma nação. O dinheiro que o necessitado recebe dos programas sociais, não vai pra poupança e nem para investimento especulativo. Esse dinheiro circula.
Por essa razão, abomino o PT,( e pensar que fui um admirador desse partido ), a antiga freirinha pudorada (ao menos parecia) e que agora mostrou sua verdadeira face, mostrou qual é sua verdadeira "ética", mas admiro os programas sociais e corajosos do Presidente Lula.
Não acredito em religiões, mas admiro o trabalho social do sr. Crivella, porque realmente ele sabe o que faz. E gostaria que os criticos das politicas sociais não ficassem apenas como papagaios repetindo aquilo que não entendem. Vão estudar economia, mas mudem o foco, priorizando o homem e não o capital. E se voce nunca passou fome na vida, voce não esta apto para falar contra politicas sociais. Parabens ao presidente Lula e ao senador Crivella.
Um país só cresce com distribuição de renda e consumo.
O resto é bullshit que o FMI enfia goela abaixo dos serviçais, dos mais fracos, e dos papagaios.
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andre messias (128) 05/07/2008 01h10
andre messias (128) 05/07/2008 01h10
RIO DE JANEIRO / RJ
Bom Raymundo,como você é de convicções firmes ainda que erradas,em nenhum momento as mais de 700 famílias que tiveram seus barracos restaurados e transformados em moradias dignas,acredito eu concordam com seu pesamento rasteiro...Você vê que é uma perseguição,político-religioso-televisivo,o César Maia,fez o favela-bairro 1 e 2 para(com dinheiro público e foi mostrado que gastou mais do que usou,está construindo a cidade da música,uma obra faraônica e deu o nome de Roberto Marinho,por que será?Com um orçamento absurdo e já estourado TUDO COM DINHEIRO PÚBLICO)Para ajudar sua"candidata"construirá o favela-bairro 3(advinha com dinheiro da onde???)E NINGUÉM FALA NADA!!!SEM CONTAR QUE A CIDADE DO RIO ESTÁ ABANDONADA...Aí vem um tenente-bandido(que fique bem claro que a culpa também não é do exército)entrega uns garotos não de traficantes(ninguém foi atás dos traficantes,diga-se de passagem)Aí é fácil;"COLOCA A CULPA NO CRENTE SAFADO".Pronto tá resolvido o problema,palmas para a Globo,para a imprensa"marrom"e palmas para os preconceituosos que julgam sem pensar...UM ABRAÇO!!! 21 opiniões
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Raymundo De Paschoal (6) 03/07/2008 22h05
Raymundo De Paschoal (6) 03/07/2008 22h05
SAO PAULO / SP
Em outro comentário afirmei que:"É fruto, o próprio tenente e os rapazes mortos, da irresponsabilidade das autoridades mandar o exército assumir tarefas não próprias dele. Quem serve o exército? Poderá ser um dos nossos filhos que são obrigados a servir o exército para uma eventual defesa da pátria e não conviver com o crime organizado. Imaginem que o rapaz acreditou nos traficantes para estes darem um "susto" nos rapazes. É um babaca coitado. Quem deveria ser preso junto com o tenente e os outros - seja o comandante que decidiu a operação, o bispo safado que inventou a operação, o governador que aceitou, enfim as pessoas investidas dos cargos de decisão, até o Lulinha e o Ministro da Defesa, do lamentável empreendimento.
Ainda acrescento: construção é tarefa de empresas com engenharia, arquitetura e outros serviços similares, protegidas por esquema de segurança, se fosse o caso, pela Polícia Militar. Esta sim treinada no caso específico. Mas também agregar no projeto uma auditoria financeira, para impedir que as construtoras roubem muito. É apenas um sonho que as coisas sejam bem feitas. Vivemos infelizmente num "esculacho" geral e quem acaba pagando são os pobres de sempre, que além de tudo, desavisados, acabarão votando no bispo".
Então já é notado que o Ministro, também culpado pela decisão do exército executar tarefas que fogem de sua alçada, já está tirando da seringa.
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