Esporte
01/04/2008 - 16h18

Mosley nega acusações de nazismo e diz que vai continuar na FIA

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da Folha Online
da Lancepress

O presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Max Mosley, enviou nesta terça-feira uma carta às federações nacionais em que se desculpa pelo caso do escândalo sexual e diz que continuará no comando da entidade.

No domingo, o tablóide "News of the World" deu destaque à participação do dirigente em uma orgia com cinco mulheres numa casa em Chelsea, bairro classe média de Londres. O jornal trouxe imagens de um vídeo em que Mosley pratica atos sadomasoquistas. Em determinado momento, fantasia-se de oficial nazista e faz sexo com duas mulheres vestidas como prisioneiras de campos de concentração da Segunda Guerra Mundial.

O dirigente, porém, negou as acusações de nazismo. Na nota, Mosley disse que tomou conhecimento, por meio da polícia do Reino Unido, de que um grupo iniciou, há cerca de duas semanas, uma "investigação secreta" sobre sua vida privada por "clientes ou motivos ainda desconhecidos".

Em seguida, o presidente da FIA se desculpou pelos "resultados da investigação sigilosa". "Sinto muito que isto tenha constrangido vocês", falou Mosley.

Depois, o dirigente se defendeu veementemente das acusações de nazismo feitas pelo "News of the World". "Não contentes em levantar informações altamente privadas e pessoais que são, no mínimo, constrangedoras, um tablóide britânico afirmou que houve conotações nazistas no assunto. Isto é inteiramente falso."

Mosley ainda disse que tomará as "medidas legais" contra o jornal e que a reportagem foi uma "total invasão não autorizada" à sua vida privada.

O presidente da FIA falou que recebeu mensagens de apoio de membros da entidade (e do automobilismo em geral) após a publicação da reportagem, que o ajudaram a decidir por sua permanência no cargo.

Segundo Mosley, as mensagens teriam sugerido que sua vida particular não é relevante para o seu trabalho e que, por isso, deveria continuar como presidente da FIA. "Estou grato por este suporte e pretendo seguir este conselho", disse.

O dirigente finalizou dizendo que o caso não atrapalhará seu trabalho na FIA e que irá dedicar algum tempo para se defender dos "responsáveis por colocar isto em domínio público" em busca de resgatar o dano feito aos seus familiares, "inocentes vítimas deste deliberado e calculado ataque pessoal".

Histórico

O pai do presidente da FIA, Oswald Mosley, foi líder do partido fascista inglês, importante aliado de Adolf Hitler no pré-guerra.

O incidente foi duramente criticado por associações de judeus do Reino Unido. "Isso é doente e depravado. Estou absolutamente apavorada", disse Karen Pollock, chefe de uma organização que educa os jovens ingleses sobre o Holocausto.

Para Stephen Smith, diretor do Centro Britânico de Estudos do Holocausto, "Mosley, que já condenou o racismo na F-1, deveria viver segundo seus discursos".

Comentários dos leitores
sidnei campos (7) 09/11/2009 17h37
sidnei campos (7) 09/11/2009 17h37
Acho que tudo isso é o preço que se paga pela fama ou por ser um personagem público...vejam bem; ninguém fala mal de mim..alguém me viu na TV, jornais,revistas,caindo de palco?? Não tenho doque reclamar....nem processar ninguém...HehEheHehE... sem opinião
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ROBERTO VIEIRA (2) 09/11/2009 17h26
ROBERTO VIEIRA (2) 09/11/2009 17h26
Ele ganha mais de $ 6 milhões por ano. Há mais de 10 anos na F1. Um trabalhor que juntou mais de $ 60 milhões de dólares merece todo meu respeito. Os que criticam o Rubinho estão ganhando mais ? Se estão se apresentem por favor. sem opinião
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Valter Salgado (11) 08/11/2009 10h42
Valter Salgado (11) 08/11/2009 10h42
Infelizmente a verdade é uma só:
No Brasil, se não for o número 1 não vale nada.
No restante do planeta o cara é 3º, 4º até 5º e é tratado como herói.
Só prá lembrar.............uma categoria mundial como a F1, apenas o fato de sentar em um daqueles carros, já é uma vitória.
22 opiniões
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