Bush diz confiar em solução diplomática com Irã
da Folha Online
da Reuters, em Washington
O presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, disse nesta quinta-feira que mantém suas esperanças de convencer o Irã a desistir de seu programa nuclear pela via diplomática.
"Eu tenho esperanças de que nós podemos convencer o regime iraniano a desistir de qualquer ambição de desenvolver um programa bélico e nós faremos isto pacificamente", disse Bush na Casa Branca.
O Irã defende que seu programa nuclear possui fins energéticos, enquanto os EUA divulgam que ele possui fins militares.
A declaração de Bush ocorre um dia depois de o Irã responder a declarações do ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner.
Autoridades iranianas insinuaram que poderiam se envolver em uma guerra com Israel, caso o país fizesse alguma "bobagem". Também foi insinuado que as declarações de Kouchner se deviam a uma possível origem judaica.
Kouchner disse no último domingo (16) que, caso o Irã insistisse em levar adiante seu programa nuclear, a preparação para o pior deveria ser feita. Ele posteriormente afirmou que a frase foi retirada de contexto e que uma solução para o impasse deveria surgir diplomaticamente.
Bush disse que tomou as ameaças iranianas a Israel muito seriamente. "Israel é um aliado muito firme e forte", disse o presidente dos EUA.
O presidente dos EUA disse que irá enfatizar a necessidade de sanções econômicas contra o Irã na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na próxima semana em Nova York.
"Nós trabalhamos com aliados e amigos para enviar uma mensagem consistente aos iranianos de que há um melhor caminho para eles do que o isolamento", disse Bush.
"Eu acredito que é imperativo que nós continuemos a trabalhar de maneira multilateral para enviar esta mensagem e um lugar para fazer isto é a ONU", afirmou o presidente dos EUA.
Bush pode enfrentar resistência para colocar novas sanções ao Irã. No Conselho de Segurança da ONU, a Rússia pode colocar obstáculos a tais medidas.
O presidente dos EUA também afirmou que apóia a decisão tomada em Nova York de não permitir a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao local onde ficava o World Trade Center, que veio abaixo no 11 de Setembro.
"Eu entendo que eles não queiram alguém que dirija um país que é patrocinador do terrorismo naquele local", disse Bush.
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