Chávez pede que Farc e ELN sejam retirados das listas terroristas
da Folha Online
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu aos países da América Latina e da Europa que retirem das listas de grupos terroristas as guerrilhas colombianas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) e os reconheça como forças insurgentes.
"Solicito aos governos do continente (latino-americano) que retirem as Farc e o ELN da lista de grupos terroristas do mundo; peço à Europa que retire as Farc e o ELN da lista de grupos terroristas do mundo, porque essa lista tem uma única causa, a pressão dos Estados Unidos", afirmou Chávez diante da Assembléia Nacional venezuelana, ao apresentar seu relatório anual de 2007.
"As Farc e o (ELN) não são nenhum corpo terrorista, são verdadeiros exércitos que ocupam espaço na Colômbia", declarou o presidente. "É preciso dar a eles reconhecimento, pois são forças insurgentes que têm um projeto político, um projeto bolivariano, que aqui é respeitado", completou.
O pedido de Chávez foi considerado "desproporcional" pelo governo colombiano.
"É uma proposta desproporcional; o governo não pode admitir um pedido dessa natureza", disse o ministro do Interior da Colômbia, Carlos Holguín, justificando que "a qualificação 'terrorista' de uma organização não é gratuita e deriva das ações que faz".
O presidente venezuelano também agradeceu a seu homólogo Alvaro Uribe pelas palavras de reconhecimento a sua gestão para resgatar as duas reféns, pronunciadas na noite de quinta-feira, em Bogotá.
"Agradeço ao presidente da Colômbia por suas generosas palavras para com o governo venezuelano", disse Chávez, embora tenha lembrado do distanciamento bilateral, depois que Uribe suspendeu sua mediação para uma troca humanitária, em novembro passado.
"Lamentavelmente, o que aconteceu em novembro destroçou, pulverizou a confiança que vínhamos criando entre ambos os presidentes, entre ambos os governos, coisa que não foi nada fácil", declarou.
Chávez disse que "isso foi produto de infinitas pressões daqueles que querem a guerra, dos que não se importam em nada com a vida, nem com o destino dos povos", em alusão velada ao governo dos EUA.
Apesar disso, ele afirmou que seguirá buscando a paz na Colômbia.
"Nós estamos dispostos a continuar buscando fórmulas para conseguir a paz na Colômbia e, nesse esforço, é claro que devemos continuar trabalhando em diferentes níveis com o governo da Colômbia, com as Farc da Colômbia, com o ELN da Colômbia, ninguém se incomode com isso, é imprescindível fazê-lo."
O presidente disse estar "elaborando fórmulas para continuar avançando".
Ao recordar que Consuelo González lhe pediu para "não baixar a guarda" em seus esforços para libertar os demais reféns, Chávez declarou: "não vou baixar a guarda, porque, para mim, é um compromisso. A ressurreição da 'Gran Colômbia' passa pela paz na Colômbia".
"Peçamos a Deus que a libertação de Clara (Rojas), de Consuelo, de Emmanuel (filho de Clara), seja o anúncio definitivo da era da ressurreição da Colômbia, da unidade da 'Gran Colômbia', o único caminho para nossa verdadeira libertação'.
Com France Presse
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Especial


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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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