EUA acusam Iraque de ajudar Al Qaeda a desenvolver armas químicas
da France Presse, em ParisCondoleeza Rice, assessora de segurança nacional do presidente norte-americano, George W. Bush, declarou na noite de ontem que os Estados Unidos têm informações de que o Iraque teria ajudado membros da rede Al Qaeda a desenvolver armas químicas e oferecido refúgio a alguns membros da organização terrorista.
A declaração constitui a primeira em que um alto membro do governo Bush tenta justificar as denúncias de Washington sobre um vínculo entre o regime iraquiano de Saddam Hussein e o grupo islâmico de Osama bin Laden.
| Reuters - 6.dez.2000 |
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| Condoleeza Rice, assessora de segurança nacional de George W. Bush |
"Numerosos prisioneiros, em particular alguns de alta posição, disseram que o Iraque dá treinamento a Al Qaeda para desenvolver armas químicas", declarou.
Resolução
O presidente russo, Vladimir Putin, declarou hoje que o assunto do Iraque deve ser resolvido por "métodos políticos com base nas resoluções existentes do Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas]", pronunciando-se de maneira implícita contra uma nova resolução sobre o Iraque.
"Somos a favor de uma solução rápida para esta situação por métodos políticos e diplomáticos com base nas resoluções existentes do Conselho de Segurança da ONU e segundo os princípios do direito internacional", declarou Putin ao receber no Kremlin as credenciais de vários embaixadores, entre eles o do Iraque.
"A decisão do reinício no Iraque das atividades dos inspetores da ONU abre em relação a este problema uma verdadeira possibilidade. E uma rápida aplicação dessa decisão permitirá dissipar as inquietações da comunidade internacional", disse.
Aviões norte-americanos e britânicos lançaram na noite passada um ataque sobre o aeroporto de Basra, no sul do Iraque, destruindo seu sistema de radar, declarou hoje a televisão estatal iraquiana.
Em Bagdá, o jornal "Babel", dirigido pelo primogênito do presidente iraquiano, Saddam Hussein, disse hoje que a credibilidade do secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, que prometeu "afastar o espectro da guerra", será abalada se o Conselho de Segurança da ONU adotar uma resolução mais dura em relação ao desarmamento do Iraque.
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