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27/12/2008 - 20h46

Brasil critica "reação desproporcional" de Israel; veja repercussão

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da Folha Online

O Brasil criticou a "reação desproporcional" de Israel no bombardeio deste sábado contra a faixa de Gaza que deixou mais de 200 mortos e cerca de 700 feridos. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores pediu que Israel e o grupo radical islâmico Hamas parem com seus ataques e iniciem um diálogo.

"O governo brasileiro conclama as partes a se absterem de novos atos de violência e estende sua solidariedade aos familiares das vítimas dos bombardeios desta manhã." No comunicado, o governo brasileiro afirma ainda lamentar que a violência naquela região afete principalmente a população civil e prejudique esforços por uma solução negociada e pacífica para o conflito israelense-palestino.

Veja mais sobre a repercussão do ataque internacionalmente:

ONU

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, pediu o fim dos confrontos e disse que está "profundamente alarmado com a violência pesada e o banho de sangue de hoje em Gaza", além da "continuidade da violência no sul de Israel". Ban reiterou pedidos anteriores para que "material humanitário seja permitido em Gaza".

Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu clemência ao Hamas para que não aumente a escalada de violência mas, em comunicado emitido pela Casa Branca, sua gestão chamou os radicais de terroristas.

"Os Estados Unidos pedem a Israel para evitar o ataque a civis em Gaza. A resposta dos ataque pelo Hamas só dará continuidade a violência. O Hamas deve colocar fim as suas atividades pelo futuro do povo palestino", disse o porta-voz do Conselho de Seguridade Nacional, Gordon Johndroe, no Texas, onde o presidente Bush descansa.

Europa

União Européia - O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, pediu um cessar-fogo imediato. Solana reivindicou, de ambas as partes, a máxima contenção.

Espanha - O ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, pediu o fim dos ataques a ambas as partes. Ele chamou os ataques de palestinos de "irresponsáveis" e a reação de Israel de "desproporcional". Ele disse estar em contato com as partes, com a UE e com outros atores da comunidade internacional para tentar propiciar um cessar-fogo.

França - O presidente Nicolas Sarkozy pediu a interrupção imediata dos ataques na região. Por meio de um comunicado, ele condenou as "provocações irresponsáveis [entre Israel e o Hamas]" e criticou o "uso desproporcional da força". Ele disse "não existir uma solução militar em Gaza" e pediu uma trégua duradoura entre palestinos e israelenses.

Reino Unido - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu a israelenses e palestinos para acabar com a violência e destacou que uma "paz duradoura" na região só será possível por "meios pacíficos". Brown pediu, por um lado, que os palestinos detenham ataques contra território israelense, e por outro, que Israel faça "todo o possível para evitar baixas civis".

Rússia - O governo russo pediu que Israel interrompa a "operação de grande envergadura" em Gaza e que o Hamas pare de lançar foguetes Qassam --de fabricação caseira-- contra o território israelense, para "romper o círculo vicioso da violência", informou o Ministério das Relações Exteriores russo.

Turquia - O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que a ação foi uma "falta de respeito" com esforços turcos pela paz. A Turquia é o aliado mais importante de Israel na região. "Não somos qualquer país. Somos um país trabalhando para que predomine a paz."

Liga Árabe

Arábia Saudita - O rei Abdullah entrou em contato com os presidentes do Egito, Hosni Mubarak, e da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, para "lançar uma iniciativa árabe e internacional destinada colocar fim nos ataques israelitas para salvar inocentes, mulheres e crianças".

Jordânia - O secretário-geral da Liga Árabe, Amer Musa, afirmou que a Jordânia pediu uma reunião extraordinária com o Ministério das Relações Exteriores para "examinar os atentados israelenses na faixa de Gaza".

Líbia - O ditador Muammar Gaddafi conversou com vários dirigentes árabes e disse que irá adotar uma "postura firme".

Comentários dos leitores
J. R. (1269) 02/02/2010 14h02
J. R. (1269) 02/02/2010 14h02
Ricardo Perrone ( ) 31/01/2010 23h26 Vc tem razão, mas estão legalmente instalados no escritorio da CIA em São Paulo, com autorização da justiça paulista. A alguns anos um militar libanês de passagem por São Paulo foi seguido e assassinado num posto de gasolina, obviamente ninguém viu e nem sabia de nada. Se ele não fosse ligado à Siria (ainda estavam as tropas por lá) não se poderia dizer que foi a moçada. Esse negócio do governo brasileiro fazer vista grossa ao serviço militar para moleques servirem em Israel tem que acabar. Não dá para ficarem em cima do muro, ou vão para um lado ou vão para o outro. Incrível é que fazem como os batistas, alegando drama de consciência religiosa, para irem matar grávidas na Palestina (kill 2). Lamentável. sem opinião
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mauro halpern (120) 01/02/2010 22h36
mauro halpern (120) 01/02/2010 22h36
puxa, o sr Ricardo Perrone me descobriu.
Logo agora que eu estava tentando destruir, como fazemos todos os agentes do Mossad que querem dominar o mundo, toda a correspondencia eletronica favoravel aos palestinos!!
alem disso eu bombardeei o Zelaya com raios cósmicos de micro-ondas! vejam que ele saiu por livre vontade da embaixada, influenciado por potentes raios gama! e saiu sem chapéu!! agora que os hackers do mundo me descobriram, terei que mudar de computador!!!
Senhor Perrone, esta batalha voce venceu, mas eu voltarei. MAIS FORTE DO QUE NUNCA!
sem opinião
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hugo chavez (310) 01/02/2010 19h59
hugo chavez (310) 01/02/2010 19h59
O rabino Yitzhak Shapira, que foi detido para interrogatório pelo Shin Bet (agência sionista de segurança) por sua suposta implicação com o incêndio da mesquita em Yasuf, em Nablus, na Cisjordânia ocupada, é responsável pela escola Yeshiva "Od Yosef Chai" em Yitzhar, e é um discípulo do rabino Yitzhak Ginsberg .Gisnberg é considerado por acadêmicos do judaísmo moderno como um importante e original pensador da área do hassidut e da cabala e, além disso, ele é bem conhecido pelas suas visões extremadas diante das "diferenças fundamentais" entre judeus e não-judeus (goys), as quais tem um toque sensível de racismo. No prefácio do livro Torat Hamelech de autoria de Shapira e do rabino Yosef Elitzur, Ginsberg aponta para a necessidade de apontar as tais "diferenças fundamentais" entre judeus e goys "numa época onde nós somos obrigados a conquistar "a terra de israel", (a Palestina) de nossos inimigos, portanto, nós podemos agir "de acordo com as necessidades", dentro do espírito da Tora e então podemos fortalecer o espírito da nação e de nossos soldados." O livro menciona o assassinato de goys na guerra e inclui a seguinte passagem: - Há uma razão para matar bebês (do inimigo), mesmo se eles não violarem as 7 leis de Noé, por causa do futuro perigo que eles possam representar, quando eles irão crescer para tornar-se diabos como seus pais A hedionda e inimaginável atitude de pregar o assassinato de bebês de colo ou gestantes, só pode sair de mentes doentias, mas, já inspirou até camisetas para o exército sionista com a estampa de uma palestina grávida onde se lia "um tiro, duas mortes". Para que esta idéia de punição antecipada possa ser aplicada, é necessário preparar a grande massa, retirando-lhe qualquer vontade à resistência e para tal se conta com a lavagem cerebral diária da "grande mídia", de Holowood e outros que trabalham alinhados com a Nova Ordem Mundial Sionista e seu fundamentalismo religioso. 1 opinião
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