Mundo
12/01/2009 - 21h36

Obama se reúne com presidente do México

Publicidade

MACARENA VIDAL
da Efe, em Washington

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, aproveitou nesta segunda-feira sua reunião com o governante mexicano, Felipe Calderón, para prometer "uma nova página" nas relações entre seu país e a América Latina durante seu mandato.

Na reunião, a primeira entre Obama e um líder estrangeiro após a vitória nas eleições de novembro do ano passado, Calderón pediu uma aliança estratégica para discutir assuntos de preocupação mútua.

Obama, que se reuniu com Calderón em um dos salões do Instituto Cultural Mexicano em Washington, prometeu que apesar, das "tensões dos últimos anos" nas relações dos EUA com a América Latina, seu mandato abrirá "uma nova página, um novo capítulo" com a região.

Seu antecessor, George W. Bush, chegou à Casa Branca com a promessa de que daria um impulso às relações com a América Latina, mas durante seus oito anos de mandato a região se sentiu preterida, enquanto as relações com regimes populistas como Venezuela, Equador e Bolívia se deterioraram.

México

Com relação ao México, o presidente eleito insistiu em que o país vizinho é "um forte aliado", e que durante seu mandato pode ser "ainda mais forte".

Entre outros aspectos, Obama citou a colaboração em matéria de energia e meio ambiente.

Seu governo, assegurou, estará "preparado desde o primeiro dia", após assumir o poder em 20 de janeiro, para manter uma "forte relação" com o México.

No encontro, que durou quase duas horas, os dois líderes abordaram "de maneira geral" questões como o comércio, a imigração e a violência procedente do narcotráfico que afeta o México.

Obama elogiou a "extraordinária coragem" do líder mexicano na luta contra o narcotráfico, enquanto Calderón afirmou que a conversa de hoje representa "o princípio de uma extraordinária época de cooperação e de relação" nos laços entre EUA e México.

Calderón disse que pediu a Obama uma aliança estratégica entre os dois governos para enfrentar problemas comuns, principalmente a segurança e a luta contra o crime organizado.

Segurança

"Quanto mais seguro estiver o México, mais seguros estarão os EUA", disse o líder mexicano, que qualificou o encontro de hoje como "muito produtivo e construtivo".

Na entrevista conjunta, nenhum dos dois líderes comentou sobre o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta).

Durante as primárias, Obama indicou que poderia tentar renegociar o Nafta para que incluísse medidas mais estritas para a proteção do trabalho e do meio ambiente.

Em entrevista concedida ao programa de TV "This Week", da ABC, o presidente eleito americano disse que o estado atual da economia lhe obrigaria a ser mais conservador em algumas de suas promessas eleitorais, o que poderia incluir seus comentários sobre o Nafta.

Em novembro, durante a cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec) em Lima, Calderón advertiu Obama contra qualquer tentativa de renegociar o Nafta, com o argumento de que posições mais protecionistas só serviriam para aumentar a imigração ilegal rumo aos EUA.

O México é o terceiro maior parceiro comercial dos EUA, com o qual mantém uma troca que gira em torno de US$ 347 bilhões ao ano.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
avalie fechar
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
avalie fechar
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1618)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca