Coreia do Sul encerra sem avanço diálogo com Coreia do Norte
da Efe, em Seul
As duas Coreias concluíram nesta sexta-feira sem nenhum acordo seu terceiro encontro para decidir o futuro do complexo industrial de Kaesong, e decidiram por um novo encontro no próximo dia 2 de julho, informou a agência sul-coreana Yonhap.
O parque industrial de Kaesong, em funcionamento desde 2005 e situado a cerca de 60 quilômetros ao norte de Seul, acolhe uma centena de pequenas e médias empresas sul-coreanas que empregam cerca de 39 mil trabalhadores norte-coreanos e é um símbolo da reconciliação das duas Coreias.
Atualmente as relações entre ambos os países atravessam um de seus piores momentos, com acusações cruzadas acerca da responsabilidade de um e de outro sobre a ruptura do diálogo.
Representantes das duas Coreias se encontraram nesta sexta-feira no parque industrial conjunto situado no país comunista para tentar acercar suas respectivas posturas sobre o funcionamento de Kaesong.
A reunião bilateral aconteceu depois de Pyongyang exigir em seu segundo encontro, realizado na semana passada, aumentar de US$ 70 para US$ 300 o salário mensal de seus trabalhadores no parque industrial.
Além disso, Pyongyang reivindicou um aumento de até US$ 500 milhões no aluguel do complexo que recebe aproximadamente 100 empresas sul-coreanas. A Coreia do Sul já pagou US$ 16 milhões em 2004 para uso do espaço nos 50 anos seguintes.
Segundo o porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, Chun Hae-sung, não foi possível chegar a qualquer acordo entre os dois países, que decidiram voltar a se reunir em 2 de julho para continuar discutindo o tema.
O porta-voz disse que Pyongyang manifestou sua disposição de acabar com a limitação à circulação de pessoal e mercadorias sul-coreanas no parque industrial, imposta no dia 1º de dezembro do ano passado, para melhorar as atividades econômicas em Kaesong.
No entanto, a Coreia do Norte se negou a fornecer informação sobre um trabalhador sul-coreano da empresa Hyundai Asan, detido desde 30 de março por criticar o regime comunista e incitar uma funcionária desse país a desertar.
O governo de Seul considera este assunto como prioritário no diálogo com a Coreia do Norte.
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