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24/11/2003 - 05h58

Ritual de chegada ao Taiti alivia cansaço da longa jornada

MARCELO PLIGER
do enviado especial da Folha de S.Paulo à Polinésia Francesa

Após 14 horas de vôo entre São Paulo e Papeete, interrompidas por uma noite em Santiago, no Chile, e uma parada na ilha de Páscoa, mais as nove horas de sono profundo no hotel do Taiti, a descoberta do mar da Polinésia ao abrir a cortina do quarto de manhã é uma experiência difícil de ser traduzida em palavras, desenhos ou fotografias.

Marcelo Pliger/Folha Imagem

Tons de azul indicam profundidade do mar; ao fundo, águas sobre banco de areia em Bora Bora, na Polinésia Francesa


E algumas semanas depois da volta as pessoas que visitam o Taiti têm um sintoma comum: uma espécie de maresia tardia dividida entre a saudade profunda de uma terra na qual estiveram apenas poucos dias e uma preguiça implacável de retornar à rotina.

A árdua tarefa de chegar ao Taiti é a primeira etapa de um processo lento de mergulho em um universo muito diferente. Apenas dois vôos partem semanalmente da América do Sul rumo ao destino. A partir de São Paulo, é preciso fazer uma conexão em Santiago, passar uma noite na capital chilena e só então embarcar no B-767/ 300 da LanChile para as quatro horas e meia de vôo até a ilha de Páscoa.

Frustra descer na ilha sem visitá-la. E saber que ela fica no meio do caminho parece tornar ainda mais longe a Polinésia, cuja representação nos mapas tem mais nomes que porções visíveis de terra. A partir do pequeno aeroporto Mataveri, em Páscoa, há mais cinco horas e 40 minutos de vôo.

O aeroporto internacional Tahiti-Faaa é pequeno. O contraste entre a temperatura do ar-condicionado e a média de 23C da noite no Taiti incomoda, mesmo com a leve brisa, que está presente também de dia, quando a temperatura sobe para 27C.

Ainda na pista do aeroporto, o visitante recebe de presente uma pequena flor de tiare. A espécie se desenvolveu isoladamente do mundo e foi adotada como símbolo do país. O perfume da tiare é doce e forte, lembrando o do jasmim, e sua delicadeza arranca sorrisos. Muitos seguem a indicação e a colocam atrás da orelha.

Sentados em um banco de madeira, três homens cantam o que parece uma canção de amor. Usam tambores e um tipo de banjo de cordas duplas chamado ukulelê. Não há caixa com moedas por perto. Os polinésios encaram com constrangimento a gorjeta. Muitos sentem-se ofendidos.

Carregado de malas e tentando encontrar seu destino no saguão do aeroporto, o turista inevitavelmente lembra-se da "Ilha da Fantasia", seriado de TV dos anos 80.

Envolto em um sorriso franco, um grupo de polinésias se aproxima com colares de flores nas mãos. O perfume implacável envolve o corpo do turista com uma sensação de limpeza que quase o faz esquecer do desejo urgente por um banho. As flores macias e frescas tocam a nuca como um bálsamo. "Ia orana e maeva", elas dizem. (Olá e seja bem-vindo.)

Marcelo Pliger viajou a convite da Princess Cruises, da LanChile e do Turismo do Taiti.

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