24/11/2005
-
09h03
Enviado especial da Folha de S.Paulo à Bélgica
Gent tem 226 mil habitantes e poderia ser mais uma cidade média européia com intensa vida universitária (24 mil estudantes). Mas não é só isso. Ela se tornou um pequeno museu de monumentos arquitetônicos --concentrados em seu centro histórico.
Há para tanto uma razão. Desde o século 11 a cidade reuniu boa parte da produção de couro ou de tecidos refinados . Acumulou riquezas. Excetuado o século 17, sempre cresceu e manteve uma elite de artesãos e comerciantes que pagava impostos e estava disposta a gastar consigo própria e com suas igrejas.
Isso faz a diferença aos olhos dos turistas. Um exemplo: o Castelo dos Condes, fortificação medieval iniciada no século 10 e que abrigava os mandatários locais. Vendido a particulares no século 18 pelos austríacos, transformou-se em manufatura de tecelagem e foi recomprado pelos poderes públicos no século 19, que o mantém sob constante pesquisas arqueológicas e trabalhos de restauração.
Há o Beffroi, torre do século 14, com seu carrilhão, há um outro castelo fortificado, o de Geraldo Diabo, também do século 14, a Academia Real Flamenga de Língua e Literatura, do século 18.
Numa das capelas laterais da catedral vale a pena visitar um imenso tríptico pintado no século 15 por Jan Van Eyck. É uma das obras mais conhecidas do Renascimento flamengo. Foi uma das riquezas artísticas belgas seqüestradas pelos alemães durante a Segunda Guerra. Gent está a menos de uma hora de trem de Bruxelas. É acessível para quem vem da Alemanha, da Holanda, do Reino Unido ou da França. Uma excelente sugestão de passeio.
Leia mais
Bélgica realça arte e história
Chocolate recheado é obra-prima belga
Veja alguns pacotes para a Bélgica
Em terras belgas, quadrinhos têm status de grande arte (exclusivo para assinantes)
Povo vê no monarca um "ombudsman" (exclusivo para assinantes)
Pralina é ovo de Colombo gastronômico (exclusivo para assinantes)
Bebida nacional, cerveja belga é mais forte (exclusivo para assinantes)
Com mescla de estilos, Grand Place é inspiração de escritores (exclusivo para assinantes)
Especial
Leia o que já foi publicado sobre turismo na Bélgica
Veja outras opções de destino na Europa
Guias
Guia Visual resume a Europa em 20 países
Conheça o Guia de Conversação - Europa
Elite de artesãos ergueu riqueza
JOÃO BATISTA NATALIEnviado especial da Folha de S.Paulo à Bélgica
Gent tem 226 mil habitantes e poderia ser mais uma cidade média européia com intensa vida universitária (24 mil estudantes). Mas não é só isso. Ela se tornou um pequeno museu de monumentos arquitetônicos --concentrados em seu centro histórico.
Há para tanto uma razão. Desde o século 11 a cidade reuniu boa parte da produção de couro ou de tecidos refinados . Acumulou riquezas. Excetuado o século 17, sempre cresceu e manteve uma elite de artesãos e comerciantes que pagava impostos e estava disposta a gastar consigo própria e com suas igrejas.
Isso faz a diferença aos olhos dos turistas. Um exemplo: o Castelo dos Condes, fortificação medieval iniciada no século 10 e que abrigava os mandatários locais. Vendido a particulares no século 18 pelos austríacos, transformou-se em manufatura de tecelagem e foi recomprado pelos poderes públicos no século 19, que o mantém sob constante pesquisas arqueológicas e trabalhos de restauração.
Há o Beffroi, torre do século 14, com seu carrilhão, há um outro castelo fortificado, o de Geraldo Diabo, também do século 14, a Academia Real Flamenga de Língua e Literatura, do século 18.
Numa das capelas laterais da catedral vale a pena visitar um imenso tríptico pintado no século 15 por Jan Van Eyck. É uma das obras mais conhecidas do Renascimento flamengo. Foi uma das riquezas artísticas belgas seqüestradas pelos alemães durante a Segunda Guerra. Gent está a menos de uma hora de trem de Bruxelas. É acessível para quem vem da Alemanha, da Holanda, do Reino Unido ou da França. Uma excelente sugestão de passeio.
Leia mais
Especial
Guias

