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Marisa Monte diz que quer se aproximar da vida real
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RONALDO EVANGELISTA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Durante pouco mais de uma hora, via webcam, para mais de 50 jornalistas de todo o Brasil e de Portugal, Marisa Monte realizou nesta manhã de quinta-feira entrevista coletiva sobre seu novo disco, "O Que Você Quer Saber de Verdade".
Respondendo perguntas lidas por seu assessor, em certo momento comentou: "A possibilidade de se comunicar com simplicidade acho que é uma característica minha, como quando estou falando, procuro que me entendam, procuro ser direta."
Simplicidade foi assunto recorrente. "Eu vi uma coisa muito bonitinha no twitter de um fã: 'eu gosto da Marisa porque ela escolheu ser simples'", lembrou. "Essa busca vem do desejo de estar no dia a dia junto com todo mundo. A simplicidade pode estar no dia a dia, e você só ganha com isso -- porque isso te aproxima das pessoas, te aproxima da vida real."
| Dora Jobim/Divulgação | ||
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| A cantora Marisa Monte falou com jornalistas em coletive virtual nesta quinta-feira |
O título do novo disco, ela explicou, é uma pergunta que não tem resposta. "Você vai descobrindo as coisas e as curiosidades e necessidades se renovam", diz.
"Faz parte da insatisfação humana você estar sempre em busca de novas respostas, com novos questionamentos. O que está por trás do título do disco é a necessidade de cada um de escutar as necessidades da alma, e isso é um desafio individual."
Perguntada sobre o que mais lhe chama a atenção na nova geração de cantoras e compositores, respondeu: "Adoro a Nina Becker, a Tulipa. E Maria Gadú, Mallu Magalhães. Alguns compositores estão no disco, o Jeneci, o André Carvalho. Tem coisas interessantes surgindo por aí. Pretinho da Serrinha, sei lá. Um cara que não conheço tanto, mas acho que tenho curiosidade de ouvir mais é o Criolo."
Sobre a popularidade de sua música, comentou que o recém-lançado álbum tem, "assim como os outros, muitas músicas que tem essa característica de poder se comunicar com muita gente."
Assumindo o risco de simplicidade demais se tornar banalidade, admitiu não ter medo de se acomodar em uma zona de conforto.
"É claro que você não se sentir desafiada e você não querer ir além e você não estar pensando sobre o seu trabalho de uma maneira envolvida com a criação em si não é legal", considerou. "Mas não acho que [estar em uma] zona de conforto seja necessariamente uma coisa negativa, porque eu sou sou muito levada pelo desejo de criar, muito tocada por minha produção."
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