Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
13/11/2011 - 08h00

Documentário mostra arte de rua em transformação em SP

Publicidade

MÁRIO MOREIRA
DE SÃO PAULO

A transformação sofrida nos últimos anos pela arte de rua de Cidade Tiradentes (zona leste de São Paulo) é o tema do documentário "A Arte e a Rua", que terá pré-lançamento no início de dezembro.

O filme, um média-metragem de 44 minutos, mostra como quatro grupos de artistas (de rap, grafite, street dance e rap gospel) enfrentam a perda de espaço entre os jovens e, com isso, a descaracterização de seu trabalho.

Dirigido por Rose Satiko, do departamento de Antropologia da USP, e Carolina Caffé, da ONG Instituto Pólis, o documentário dá sequência ao mapeamento da arte de rua que elas fizeram para o Pólis (disponível em cidadetiradentes.org.br).

Apu Gomes/Folhapress
Os grafiteiros Tota (à esquerda) e Anderson Hope (em pé) e o Street Dancer Ivan Santos
Os grafiteiros Tota (à esquerda) e Anderson Hope (em pé) e o Street Dancer Ivan Santos

Dos 200 grupos pesquisados, quatro foram selecionados para o filme, que tem por fio condutor a fala de Daniel Hylário, 28, espécie de pensador de Cidade Tiradentes.

De um lado, o grupo de rap RDM (Rapaziada do Morro) se queixa da invasão do funk, que lhes rouba seguidores. Numa das cenas, rappers discutem a situação. "O rap foi diminuindo porque ele fala não, e o não incomoda", diz Bob Jay, 30, líder do RDM.

À Folha o rapper reconhece: "A linguagem da juventude de hoje é o funk. Enquanto o rap está protestando, o funk é Sodoma e Gomorra".

Em outra cena, Hylário encontra o então subprefeito de Cidade Tiradentes, Renato Barreiros, e reclama do incentivo oficial ao funk, por meio de festivais. "O Estado tem que priorizar o que a população quer", rebate Barreiros.

"A grande massa nem entende o que os rappers falam em nome do povo", admite Hylário à Folha. "O cara do funk fala de tênis caro, sexo, e o povo legitima", teoriza.

No grafite, o problema é outro. "Quando artistas têm retorno com a venda em galerias, isso os desestimula a ficar na rua", diz Antonio Duque, o Tota, 37, do coletivo Cinco Zonas, e que hoje grafita por encomenda. "O grafite espontâneo está no fim."

Já Ivan Santos, 35, do grupo CT Street Dancers, dá aulas em ONGs e academias. "Mas o que é ensinado nas academias não é o que se dança nas ruas", ressalva.

O filme será pré-lançado em 7/12, às 20h, no Matilha Cultural (r. Rêgo Freitas, 542, tel. 0/xx/11 3256-2636), em São Paulo.

Video

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Smart TV Smart TV Diversas ofertas a partir de R$ 856,11

Notebook Notebook Trabalhe, estude, jogue, a partir de R$ 769,00

Celulares | Tênis | Mais...

Voltar ao topo da página