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26/01/2013 - 00h53

Rita Lee segura público até o fim da festa de aniversário de São Paulo

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LUCAS NOBILE
DE SÃO PAULO

Rita Lee encerrou a programação de shows no Vale do Anhangabaú em comemoração aos 459 anos de São Paulo por volta das 23h15 desta sexta-feira, 25, sob muitos aplausos do público paulistano.

A cantora de 67 anos --e que completa 50 de carreira em 2013-- interpretou uma série de sucessos, sem deixar de mostrar sua habitual personalidade forte em suas falas entre uma música e outra.

Ela entrou em cena por volta das 22h, uma hora atrasada (devido ao atraso dos artistas que se apresentaram antes dela), enrolada em uma bandeira da cidade de São Paulo, cantando "Agora Só Falta Você". Logo depois, agradeceu a presença do público mesmo com a pouca chuva que caía na região.

Na sequência, Rita Lee parabenizou a cidade e o prefeito Fernando Haddad, que completou 50 anos nesta sexta. "São Paulo, saudade da minha cidade. Haddad, cuida bem da nossa cidade. Aliás, hoje é aniversário do prefeito, jovem, bonitinho, gostosinho. A mulher dele também. Parabéns para os dois [para a cidade e para o prefeito]", disse a cantora, que emendou a canção "Saúde".

Depois, antes de interpretar "Reza", Rita brincou: "Vamos rezar um pouquinho pela nossa cidade. Meu, 459 anos, quase tão velha quanto eu". Ela ainda cantou outros sucessos como "Banho de Espuma", "Doce Vampiro", "Ando Meio Desligado" e "Mania de Você", com direito à mudança na letra ("Sampa, você me dá água na boca") e a citações de "Águas de Março" e de "Reza", de Edu Lobo.

Na segunda metade da apresentação, ela voltou a discursar. "Eu ainda não fiz nada, estou comportada. Senão não pagariam o cachê. Vocês façam o favor de dar testemunho na delegacia, dizendo que estou como uma santa", provocou, fazendo referência ao episódio em que foi levada a uma delegacia após um show em Sergipe, por desacato à autoridade, em janeiro de 2012.

Ainda teve tempo para cantar "Ovelha Negra" e dizer que "São Paulo é a ovelha negra do Brasil, teimosa, tinhosa e rabugenta". "Quando eu era pequena, vinha muito para esses lados [Centro], de bonde. Hoje, a cidade está maltratada, cidade suja, violenta, porra. Na boa, não fosse São Paulo, o Brasil seria menos. Eu já ameacei deixar São Paulo, mas estou há 67 anos morando aqui. Entra governo, sai governo, a cidade não pode parar. A porra não para e não vai parar. Daqui não saio, daqui ninguém me tira", disse Rita, muito aplaudida pelo público.

Ela encerrou o show às 23h05, com "Lança Perfume" e "Flagra", voltando ainda para um bis, com "Erva Venenosa".

RAP SOB CHUVA

Rita Lee se apresentou logo depois de Arnaldo Antunes. O cantor e compositor cantou músicas de sua carreira solo, como "A Casa É Sua", "Socorro", "Envelhecer" e "A Nossa Casa", além de temas dos Titãs, como "O Pulso", "O Que", "Comida" e "Passe em Casa", gravada com os Tribalistas.

Antes da apresentação de Arnaldo Antunes, Criolo e Emicida se apresentaram sob forte chuva no Anhangabaú. Os MCs cantaram temas próprios, além de interpretarem juntos "Capítulo 4, Versículo 3", dos Racionais MCs. Antes dos rappers, a festa de aniversário teve abertura com show de Zélia Duncan, que cantou músicas de seu disco mais recente, "Tudo Esclarecido", em homenagem ao compositor Itamar Assumpção (1949-2003).

 

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