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06/04/2013 - 03h11

Maestro prodígio Gustavo Dudamel rege dois concertos na Sala São Paulo

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JOÃO BATISTA NATALI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O maestro venezuelano Gustavo Dudamel, 32, justificada coqueluche mundial da regência, estará hoje e amanhã na Sala São Paulo, em dois concertos extra-assinaturas da Sociedade de Cultura Artística. Dirigirá a Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, da qual se tornou maestro titular aos 18 anos.

No programa, a "Sinfonia nº 5", de Ludwig van Beethoven (1770-1827), de 1808, e "A Sagração da Primavera", de Igor Stravinsky (1882-1971), peça revolucionária que estreou em Paris há cem anos.

A precocidade de Dudamel se deve à aptidão de transmitir a sua orquestra entusiasmo e refinamento. Há também sua ligação a "El Sistema", rede venezuelana de conservatórios e orquestras, criada em 1975 e aberta a jovens de baixa renda.

Divulgação
Gustavo Dudamel, maestro titular da Simón Bolívar
Gustavo Dudamel, maestro titular da Simón Bolívar

É previsível que "El Sistema" permitisse a ascensão a um Dudamel saído da adolescência. Mas não foi uma promoção injustificada. Hoje, ele é maior que a Venezuela.

Sua agenda profissional o prende muito mais à direção artística da Filarmônica de Los Angeles. Ele a acumulou até 2012 com a Filarmônica de Gotemburgo, na Suécia.

Já regeu um "Don Giovanni", de Mozart, no La Scala, de Milão, e esteve à frente das filarmônicas de Nova York, Israel e Viena. Outro maestro tido como precoce, o americano Alan Gilbert, da Filarmônica de Nova York, é bem mais velho que ele: 46 anos.

Há feitiço e empatia entre Dudamel e seu público. Ele joga magistralmente com as cores. Exagera por vezes nos "fortissimi", é malicioso ao levar os naipes de cordas a uma sonoridade adocicada.

Quem o ouve regendo desconhece o tédio da escuta. Ele entrega um produto caprichado, por vezes épico em excesso, por outras como uma injeção exagerada de sentimentos na veia.

Embora seja mantido pelo Estado, "El Sistema" não está associado a Hugo Chávez (1954-2013). Já era uma instituição imensa quando ele se elegeu presidente. Ela foi criada pelo economista e músico José Antonio Abreu e é modelo para outros projetos nacionais de inclusão social.

Os conservatórios da rede têm pouco mais de 310 mil alunos. Os melhores integram 125 orquestras sinfônicas juvenis. Essa quantidade de músicos permite que a Simón Bolívar excursione com grandes formações. Para os concertos de hoje e amanhã, ela traz 129 músicos em Beethoven e 147 em Stravinsky.

ORQUESTRA SIMÓN BOLÍVAR
QUANDO sábado e domingo (6 e 7/4), às 21h
ONDE Sala São Paulo (pça. Júlio Prestes, 16; tel.: 0/xx/11/3223-3966)
QUANTO de R$ 140 a R$ 390 (R$ 10 para estudantes de até 30 anos, a partir das 20h30)
CLASSIFICAÇÃO livre

 

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