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23/09/2012 - 06h00

Política econômica do governo Dilma se cristaliza em 2012

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PATRÍCIA CAMPOS MELLO
MARIANA CARNEIRO
DE SÃO PAULO

A presidente Dilma Rousseff se aproxima do fim do segundo ano de mandato com uma política econômica para chamar de sua, afastando-se dos governos Lula e FHC.

Do regime de metas de inflação, nascido em 1999 e reforçado sob Lula, só restou a meta fiscal. Criado para funcionar sobre o tripé "câmbio flutuante, metas de inflação e superavit primário", o regime ficou apenas com o superavit primário (receitas menos despesas do governo, excluídos os gastos com juros), dizem economistas.

O modelo Dilma tem meta de inflação mais flexível, interfere com firmeza no câmbio -para desvalorizar o real- e persegue a meta fiscal (mais receitas que gastos), embora permita alívios na arrecadação de setores eleitos.

"Na prática, hoje temos um câmbio fixo, que flutua só dentro de uma banda", diz Samuel Pessôa, pesquisador da FGV e colunista da Folha.

A percepção é de que o governo administra o câmbio para manter o dólar cotado entre R$ 2 e R$ 2,10, o que dá mais competitividade às exportações e ajuda a indústria na disputa com importados.

A meta de inflação, instaurada no segundo mandato de FHC, também foi abandonada, dizem economistas. Na era Dilma, parece haver tolerância com a inflação acima do objetivo (hoje, de 4,5%).

Trabalha-se com um prazo de 2 a 3 anos para a inflação convergir para a meta, em vez do horizonte oficial de 12 meses, acredita José Luís Oreiro, professor de economia da Universidade de Brasília.

Mas a demora no ajuste deixa economistas em alerta, principalmente quando a inflação começa a acelerar e o governo não dá sinais de que deixará o dólar baixar para conter a alta dos preços. Menos ainda parece contar com preços mais em conta de importados.

"Há maior tolerância com estouro da meta: 4,5% é o centro, mas eles estão dispostos a aceitar a inflação no topo da meta, em 6,5%", afirma o ex-presidente do BC Gustavo Loyola, sócio da Tendências Consultoria.

Ao contrário dos antecessores, que usavam o remédio clássico para conter a aceleração da inflação (com a elevação da taxa de juros), o governo parece contar com outros instrumentos, como o controle de preços da gasolina e a redução das tarifas de energia elétrica.

"O governo tem a política explícita de apoio à indústria, mesmo que isso ocorra em detrimento da gestão macroeconômica", diz Loyola.

O sucesso dessa estratégia será medido no resultado da inflação do ano que vem.

Editoria de arte/Folhapress
 

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