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Ministro diz que estudo do Ipea sobre aeroportos é desqualificado
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LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
O ministro Nelson Jobim (Defesa) criticou duramente estudo apresentado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) na última segunda-feira sobre a situação dos aeroportos brasileiros. Segundo o ministro, o estudo apresenta uma série de dados errados, como o número de pousos e decolagens dos principais aeroportos brasileiros, a incidência de impostos no setor e o valor de investimentos.
"Os números são totalmente desqualificáveis e o trabalho é totalmente desqualificável", afirmou.
Um dos exemplos dados pelo ministro foi o valor dos investimentos da Infraero entre 20 e 2007 que, segundo o Ipea, teria sido de R$ 3,07 bilhões, enquanto Jobim disse que foram de R$ 4,7 bilhões. "O Ipea mentiu R$ 1,6 bilhão", afirmou.
O ministro ironizou ainda o fato de o Ipea ter sugerido a concessão à iniciativa privada de aeroportos rentáveis, como o de Guarulhos e Congonhas e disse que isso atendia os interesses das empresas.
"Os dados estão absolutamente errados. O trabalho foi feito sem ouvir o setor. O único que foi ouvido foi o sindicato das empresas aéreas", acusou.
Procurado, o Ipea não quis comentar as críticas de Jobim.
Estudo
O estudo divulgado pelo Ipea apontou restrições nos aeroportos brasileiros e deficiência na infraestrutura aeroportuária e aeronáutica. Estes gargalos se tornarão ainda mais graves a partir de 2013, aponta o Ipea. 'Aeroportos como Congonhas, Guarulhos e Brasília já atingem ou estão próximos da sua capacidade operacional máxima'.
Para o instituto, é importante reduzir a pressão sobre os aeroportos de São Paulo, 'com a criação de voos internacionais a partir de outros grandes centros e o deslocamento das conexões domésticas para aeroportos com espaço disponível.'
Outra dificuldade enfrentada pelo setor é a elevada carga tributária, que está acima da média mundial. 'Prejudica a expansão de empresas brasileiras, especialmente as do setor de aviação regional'. Além disso, são apontados como problemas as margens muito reduzidas de rentabilidade e frota cargueira muito antiga.
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