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22/01/2011 - 07h05

Mercado de flores e de plantas ornamentais cresce no Brasil

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AMANDA NOVENTA
ESPECIAL PARA A FOLHA

A crise financeira de 2008 atingiu fortemente um setor importante da economia dos Estados Unidos e da União Europeia: o de flores e de plantas ornamentais.

Nos Estados Unidos, o setor movimentava até US$ 40 bilhões por ano, mas já não apresenta o mesmo vigor. Mas, no Brasil, onde a atividade já movimenta US$ 1,1 bilhão por ano, o setor registra evolução anual contínua.

Os setores imobiliário e de construção, principais redutores da demanda de flores e de plantas ornamentais em países como os Estados Unidos, aquecem a demanda por plantas no Brasil.

Prédios comerciais com mais áreas verdes, condomínios residenciais e até estradas elevam a procura desses produtos.

E o setor deve continuar crescendo, principalmente com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, devido à construção de hotéis, prédios e centros esportivos.

"Com crescimento de mais de 15% ao ano, a indústria de plantas ornamentais brasileira demonstra ótimo desempenho", diz Carlos Gouveia, do viveiro Terra Viva, em Holambra (SP)

HÁBITO EUROPEU

Antonio Hélio Junqueira, consultor de mercado para produtos de horticultura, afirma que há uma nova visão brasileira, onde até mesmo projetos de construção populares são contemplados com área verde.

O mercado de plantas ornamentais se concentra principalmente nas regiões Sul e Sudeste _áreas com as melhores rendas per capita e tradicionais nesse consumo devido a hábitos herdados de imigrantes europeus.

Só o Estado de São Paulo corresponde a 90% da movimentação dos mercados atacadistas normatizados, como Ceasa de Campinas, Ceagesp e Cooperativa Veiling Holambra. Na Ceasa de Campinas, 27% do valor das vendas é de plantas de jardinagem.

Na Ceagesp e na Cooperativa Veiling, as vendas de plantas ornamentais representam 14% e 12%, respectivamente, do total.

Apesar do crescimento, Junqueira diz que há "queixa generalizada por parte de arquitetos e paisagistas quanto à falta de mão de obra para implantar jardins e projetos paisagísticos".

Para Paulo Hercílio Viegas, professor de floricultura e plantas ornamentais da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), a falta de profissionais especializados tem levado os alunos não só a fazer o projeto paisagístico, como também a executá-lo.

Não faltam oportunidades para quem se especializa. Marcos Carvalheiro afirma que "não entendia nada de jardim", mas fez cursos de especialização e hoje coordena um grupo responsável pela manutenção do jardim da Assembleia Legislativa de São Paulo.

colaborou Mauro Zafalon

 

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