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Ataque suicida mata ao menos 54 xiitas em procissão no Paquistão
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DA REUTERS, EM QUETTA
Um ataque suicida contra uma manifestação xiita pró-palestinos na cidade paquistanesa de Quetta matou ao menos 54 pessoas nesta sexta-feira, no segundo grande ataque esta semana. O incidente coloca ainda mais pressão sobre o governo, apoiado pelos EUA, que já enfrenta uma crise após as piores enchentes na história do país. Houve ainda ao menos 160 feridos, segundo o policial Hamid Shakeel.
| Arshad Butt/AP | ||
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| Voluntários ajudam os feridos em uma explosão em uma manifestação pró-palestinos em Quetta |
O Taleban paquistanês assumiu a autoria do atentado e disse que vai lançar ataques contra os EUA e a Europa "muito em breve" --repetindo uma ameaça de atingir alvos ocidentais em resposta a ataques que tiveram como alvo líderes da insurgência. Eles disseram que foi uma vingança pelo assassinato de clérigos radicais sunitas por xiitas.
"Temos orgulho de assumir a responsabilidade pelo ataque em Quetta", disse Qari Hussain Mehsud, alto membro do Taleban no Paquistão.
A explosão ocorreu por volta das 15h (7h de Brasília), quando cerca de 2.500 pessoas estavam reunidas na região de Mizan Chowk da cidade, capital da Província de Baluchistão. O ato foi convocado por uma organização estudantil para celebrar o Dia de Jerusalém e reuniu a minoria xiitas, cerca de 20% da população paquistanesa, que não aceita o controle de Israel da cidade sagrada, e em apoio aos palestinos muçulmanos.
Mais cedo, o Taleban também assumiu a autoria de ataques a bomba na quarta-feira em uma procissão xiita na cidade de Lahore, que deixaram ao menos 33 mortos.
O Taleban e seus aliados costumam atacar minorias em uma campanha para desestabilizar o governo.
Em Washington, a Casa Branca condenou os ataques em Quetta, expressando solidariedade ao povo palestino, dizendo que foi "ainda mais repreensível" porque aconteceu durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã, enquanto o Paquistão tenta se reerguer após enchentes desastrosas.
O atentado de hoje veio apenas dois dias após Washington acrescentar o Taleban do Paquistão em sua lista de "organizações terroristas estrangeiras" e acusar seu líder, Hakimullah Mehsud, de planejar um ataque a bomba que matou sete agentes da CIA (agência de inteligência americana) em uma base no Afeganistão em dezembro.
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