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12/12/2010 - 15h38

Aliado de presidente da Costa do Marfim acusa Ocidente de dividir país

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DA REUTERS, EM ABIDJAN

Um aliado de Laurent Gbagbo acusou no domingo adeptos do seu adversário presidencial, Alassane Ouattara, de tentar dividir os militares para desestabilizar a Costa do Marfim.

O maior produtor mundial de cacau está paralisado por uma disputa sobre os resultados das eleições de 28 de novembro, que deveriam reunificar o país depois da guerra de 2002-03, com os dois candidatos reivindicando a vitória e formando seus próprios governos.

O candidato de oposição, Ouattara, foi reconhecido como presidente pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e vários governos estrangeiros, que ameaçaram o presidente Gbagbo com sanções, caso ele se recuse a entregar o poder.

Gbagbo ainda controla a televisão estatal, e as Forças Armadas juraram lealdade a ele, embora os militares agora pareçam divididos.

"Durante vários dias, membros das Forças Armadas ocidentais e serviços diplomáticos civis em Abidjan tentaram discretamente se aproximar de oficiais individuais do Exército nacional", disse o ministro do Interior, Emile Guirieoulou, na televisão estatal.

"A meta é encontrar soldados e policiais e fazê-los declarar o apoio a Alassane Ouattara e embarcar em um projeto de desestabilização e fragmentação da paz e da coesão social", ele acrescentou.

A comissão eleitoral da Costa do Marfim declarou Ouattara o vencedor, com 54,1% dos votos. O resultado foi apoiado pela missão local da ONU, que obteve cópias dos resultados de quase todos as seções eleitorais. A ONU foi encarregada de certificar a votação de acordo os termos de um acordo de paz assinado por Gbagbo e rebeldes do norte.

Mas o Conselho Constitucional pró-Gbagbo, o mais alto corpo legal das eleições, reverteu a decisão ao cancelar centenas de milhares de votos em regiões dominadas por Ouattara, afirmando que houve fraudes de rebeldes.

SACOS DE AREIA

Gbagbo controla o palácio presidencial e os prédios do governo, e o governo paralelo de Ouattara está sediado em um hotel de Abidjan cercado por sacos de areia e soldados com metralhadores das Forças de Paz da ONU.

O Fundo Monetário Internacional ameaçou impor sanções contra Gbagbo e sua família. A União Africana suspendeu a Costa do Marfim até que ele se retire do governo, mas ainda não anunciou medidas punitivas.

Ramtane Lamamra, da comissão de Paz e Segurança da União Africana, disse à Reuters, quando indagado sobre sanções: "Nossa estratégia é a diplomacia silenciosa e discreta. O barulho não ajuda."

Os aliados de Gbagbo, que tendem a exibir um sentimento nacionalista, rejeitam todas as críticas e pressões do exterior.

"O governo da Costa do Marfim gostaria de lembrar os membros dos corpos diplomáticos que não vai tolerar a interferência de qualquer diplomata, independentemente de seu cargo, em nossos assuntos internos", disse Guirieoulou.

 

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